Entre iniciativas públicas e privadas, o Brasil é um dos maiores polos de inovação da América Latina. Hoje, são centenas de centros de inovação pelo país, alguns sendo referência mundial em suas atuações. Há pouco mais de um ano, a Algar Telecom, empresa de telecomunicações do Grupo Algar, inaugurou em Uberlândia o Brain, centro de inovação da companhia. O Startupi foi conhecer de perto as instalações do local, quais são os projetos trabalhados por lá e quais as próximas novidades do Brain.

Composto pelas palavras “Brasil” e “Inovação”, o nome “Brain” não vem à toa. “Nós levamos muito a sério aqui, na Algar Telecom, que somos uma empresa essencialmente brasileira. Nosso propósito é fazer diferença neste país. O que nós pudermos fazer para fomentar o ecossistema brasileiro de tecnologia e inovação, com certeza nós faremos. Da mesma forma que buscamos crescer e nos aprimorar a cada dia, o mesmo buscamos fazer pelo mercado brasileiro”, explica Osvaldo Carrijo, diretor-presidente do Brain, ou disruptive salesman, como prefere ser chamado.

Hoje, são cerca de 60 profissionais trabalhando centro de inovação, andar de um prédio localizado em uma área da cidade quase inteiramente construída pela (e para) o grupo Algar. 52 dos colaboradores atuando no Brain são membros da Algar Telecom e oito deles são fixos do espaço.

Aqui, o diretor fala sobre os impactos do centro de inovação no grupo Algar:

Os projetos são realizados ali dentro em forma de squads, e cada um desses trabalha um projeto específico, utilizando metodologia agile. Assim, os resultados chegam de forma dinâmica e a produtividade é potencializada. “Não funcionamos mais como uma linha de montagem, onde cada um era responsável por uma área do produto e conhecia apenas aquilo. Hoje, o produto, como um todo, é trabalhado em conjunto, inclusive com as necessidades do cliente, fazendo com que o resultado final chegue mais rápido e de forma muito mais eficiente”, explica Carrijo.

Quando um cliente chega com um desafio que pode ser solucionado pelo Brain, os squads do ICT buscam, entre os colaboradores da Algar Telecom, quem são os profissionais qualificados para compor aquele grupo. “Grande parte das vezes, entretanto, acontece de as pessoas se voluntariarem para virem participar. Outras vezes, nós precisamos de uma pessoa específica de determinado departamento e a convidamos para vir”, explica Zaima Milazzo, vice-presidente do Brain.

Os squads são compostos por colaboradores da Algar Telecom, especialistas de mercado, parceiros e, muitas vezes, clientes da Algar

Além de serem responsáveis por trabalharem as soluções, que em média são completadas em até 4 meses, os colaboradores participantes dos squads também têm a missão de, ao voltar para seus postos de trabalho, levarem para dentro da Algar Telecom os conceitos, metodologias e processos ágeis que são trabalhados dentro do centro de inovação. “Isso faz com que toda a empresa, de forma direta ou indireta, esteja ligada ao Brain. Nós queremos fazer uma revolução na Algar”, diz Zaima. De agosto de 2017 até hoje, já foram colocados no mercado quatro projetos desenvolvidos pelo Brain. O objetivo é que até o fim de 2018 mais três projetos já estejam implantados na Algar.

A área de ideação do espaço também vira um auditório que comporta até dois eventos simultâneos

Atualmente, o Brain está com um programa em parceria com a ACE, uma das maiores aceleradoras da América Latina, para selecionar entre 10 e 15 scale-ups que tenham sinergia com os projetos que estão sendo trabalhados no Brain, para ajudarem as iniciativas e, além disso, trabalharem com a Algar para alcançarem o leque de clientes da empresa. “A startup traz a proposta revolucionária para acelerarmos nossos processos internos e a Algar Telecom faz o go to market para estas empresas. Esta é a nossa proposta de valor”, explicaJoão Pereira, head de cultura, engajamento e metodologia do Brain. Além dos colaboradores da Algar, o Brain trabalha de forma frequente com universidades, empresas parceiras, startups, especialistas em diversos setores e outras instituições para trazerem novos insights para as soluções desenvolvidas em telecomunicações.

O Brain Open, primeiro programa de inovação aberta criada pelo centro, busca empresas nos seguintes segmentos: agro, energia, pequenos e médios negócios, saúde, logística e financeiro. As verticais de interesse trabalhadas pelo Brain são: IoT, cloud, cybersegurança e digital. “Estimamos entre 10 e 15 startups, mas não é um número fechado. Escolheremos as startups que fizerem sentido para nós e as que acharmos que podemos colaborar também com elas”, afirma João. As startups interessadas em participar podem se inscrever pelo site do Brain.