Marcelo Tas é um dos comunicadores mais famosos e influentes do Brasil. Ator e jornalista, Tas marcou gerações interpretando no início da carreira o jornalista fictício Ernesto Varela, personagem que surgiu nos anos 80 pelo Olhar Eletrônico, coletivo do qual fez parte. Depois, papeis como o Professor Tibúrcio, no Rá-Tim-Bum e Telekid, no Castelo Rá-Tim-Bum, ambos programas infantis, ainda é amplamente lembrado por quem foi criança e adolescente naquela época. Mais recentemente, Tas encabeçou o CQC, programa de entretenimento que revelou comediantes, jornalistas e atores.

Durante o RD Summit, maior evento de marketing digital da América Latina, realizado no início do mês pela Resultados Digitais, Marcelo Tas falou sobre sua vida, trajetória de carreira e falou sobre a importância da comunicação para, mais do que vender um determinado produto ou serviço, atingir o outro de forma humana.

Para ele, um dos princípios da comunicação eficaz é fazer boas perguntas, para entender o outro e conhecer suas necessidades. “A vida da gente muda com conexões de carne e osso”, disse à plateia, composta por mais de 5 mil pessoas presentes no auditório principal do evento. Este é o motivo, segundo Tas, pelo qual a comunicação de muitas empresas é ineficaz: a incapacidade de atingir o público de forma que ele se reconheça naquela mensagem que está sendo transmitida.

Tas também ressaltou a importância de analisarmos corretamente as informações que recebemos diariamente, estas transmitidas por milhões de pessoas, de todo lado do mundo, e cada uma delas com um viés diferente. “A realidade profissional hoje é cada vez mais conectada”, diz. Defender determinado viés, sem levar em conta o contexto, para ele, não leva a lugar algum, e as empresas, e principalmente os profissionais de comunicação, devem se atentar a isso.

Para exemplificar, Marcelo apresentou ao público a parábola dos cegos e o elefante, em que cada um dos cegos, ao apalpar uma parte diferente do elefante, o descrevia de uma forma completamente diferente do seguinte. O primeiro, ao tocar a barriga do animal, acreditou que fosse uma parede. O segundo, ao se aproximar da cauda, acreditou que o elefante se assemelhasse à uma cobra. O das patas, achou que fosse como uma pilastra, e assim por diante. Nenhum deles, entretanto, chegou à conclusão correta. O motivo? Cada um deles estava apegado ao seu único ponto de vista. “Quando você vive na polarização, a única coisa que não acontece é uma ideia nova”, afirma.

Por isso, Tas pede às empresas que busquem ouvir seus consumidores, entender suas experiências para que, livres de uma visão enviesada, possa atendê-los de forma assertiva. tente entendê-lo e aprenda com a experiência do consumidor. “Não dá para ter embates que não gerem soluções criativas”, completa.