Na manhã desta quinta-feira, durante o CASE 2018 – maior evento para startups da América Latina -, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), anunciou os resultados do primeiro ciclo do programa Conexão Startup Indústria, que visa integrar startups e indústrias de todo o país, com o intuito de gerar inovação para dentro das corporações e entregar às startups clientes de peso.

Guto Ferreira, presidente da Agência, falou sobre os motivos da ABDI criar o programa e comemorou o sucesso da primeira edição. “Hoje é um dia de celebrarmos, para comemorar este grande ano que a ABDI teve. Mostramos, com o Conexão Startup Indústria, que é possível abrirmos portas para que as startups resolvam problemas da indústria no Brasil”, afirma.

Para ele, o relacionamento entre ambos está mais forte hoje, graças a ações como a da ABDI. “Antes, quando falávamos sobre startups para a indústria, eles achavam que eram moleques que faziam games. Para as startups, a indústria era feita de velhos que não sabiam nada sobre o futuro do Brasil. Hoje, este cenário não é mais o mesmo”, diz.

Participaram da primeira edição 10 indústrias (Natura, Votorantin, BRF, Dow, 3M, Embraco, Caterpillar, Embraer, Libbs, Ericsson) e 100 startups foram selecionadas para a fase inicial. Mais de 30 POCs foram realizadas e 10 pilotos, que movimentaram cerca de R$4 milhões.

“No primeiro programa, participaram indústrias visionárias. Desta vez, queremos as indústrias que estão seguindo este ecossistema, as mais pragmáticas. Ajudaremos elas a adotarem novos processos inovadores”, explica Rodrigo Rodrigues, coordenador de inovação da ABDI.

Para o próximo edital, serão selecionadas 30 indústrias, sendo 27 brasileiras e 3 portuguesass. O critério de avaliação levará em conta o engajamento destas indústrias com as startups e as demandas tecnológicas específicas delas. Participarão da seleção de startups 120 empresas, sendo 108 brasileiras e 12 de Portugal. Para serem selecionadas, devem ter capacidade para entender a indústria e prontidão tecnológica para atender às demandas.

A terceira fase do programa será a de matchmaking, onde cada uma das 30 indústrias trabalhará com 60 startups escolhidas. Cada uma delas receberá um investimento de R$80 mil. Por fim, serão 4 meses de projetos conjuntos (POCs) para a validação das soluções das startups dentro das indústrias.

De acordo com Guto, o objetivo é que as terceira e quarta edições alcancem voos mais altos. “Queremos envolver, nas próximas, as indústrias da Coreia e Israel”, diz. “Embora o Brasil seja um país de proporções continentais, queremos ter conexões globais. Por isso, vamos entender os resultados desta segunda chamada para tentar escalar este programa para outros países”, completa Rodrigo.

O edital pode ser encontrado no site do programa.