Por André Frederico

Estamos vivendo uma era na tecnologia, que podemos chamar de 4ª Revolução Industrial ou a Revolução da Indústria 4.0. E depois de ter passado por outras três grandes revoluções, podemos dizer que essa está sendo a mais transformadora de todas. E não pelo que ela está fazendo com as relações humanas e de trabalho, pois as outras também trouxeram grandes mudanças para a sociedade, mas pela velocidade e pelo impacto que ela está causando.

Essa revolução está criando um mercado novo, disruptivo, algo inimaginável há 5 ou 10 anos. Mas o que é mais disruptivo dessa nova era é a rapidez com que as novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e estão chegando às prateleiras, e o quanto elas estão exigindo que cada vez mais as empresas e os profissionais acompanhem esse processo. E o principal desafio é justamente se manter atualizado e com a mesma velocidade.

E quando o assunto é inovação, ainda há um longo caminho a percorrer. No ranking mundial de inovação elaborado pela Universidade de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), deste ano, o Brasil aparece na 64ª posição. E apesar de ter saltado cinco posições, depois de 2 anos estagnado, o país, que tem o 8º maior PIB – Produto Interno Bruto – do mundo, e é a maior potência econômica da América Latina e Caribe, ainda está atrás dos vizinhos Chile (47ª posição), Costa Rica (54ª) e México (56ª).

Mas o que pode parecer um atraso, pode ser também uma oportunidade. Até porque, nós do mercado de tecnologia e fornecedores de soluções e inovação, estamos percebendo é que a TI finalmente deixou de ser uma preocupação somente do CIO e passou a ser parte estratégica das corporações. Além disso, a necessidade da transformação digital vem impulsionando cada vez mais os investimentos em TIC. Segundo estimativa do Gartner, os investimentos em tecnologia previstos para esse ano são 4,5% maiores do que no ano anterior. O montante deve chegar em US$ 3,7 trilhões. A dúvida que fica é no que investir? Qual é a próxima onda?

A aposta, depois da migração para a nuvem, é que tecnologias como Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Analytics impulsionem esse crescimento. O estudo do Gartner, mostra que somente IA deve gerar US$ 2,9 trilhões em investimentos até 2021. O segmento de software também tem grande destaque para nos futuros aportes. Isso porque as empresas devem apostar cada vez mais no modelo de SaaS (Software as a Service), que deve receber o montante de US$ 389 bilhões, o que representa 9,5% dos investimentos previstos.

E a razão dessa tendência é simples. As tecnologias que têm foco na experiência dos usuários são as que mais devem ter espaço nas futuras inovações. Além disso, o IoT aliado ao Analytics, são capazes de fazer análises preditivas, e isso pode ajudar a desenvolver produtos mais assertivos, reduzir custos e etc., portanto, se é isso que prometem serem as novas ondas do futuro, cabe a nós, fornecedores de tecnologia, buscarmos pelas melhores soluções e entendermos que muitas vezes os principais desafios, também podem ser grandes oportunidades. E para quem ainda não se deu conta da necessidade de mudar a rota, de investir em novas tecnologias e apostar na inovação, ainda é tempo!

André Frederico é Diretor Executivo e Head de Cloud da TIVIT, multinacional brasileira líder em soluções digitais