* Por Exame.com

Há dois anos, a americana Samaira Mehta criou seu primeiro jogo de tabuleiro, chamado CoderBunnyz, para ensinar outras crianças a programar. A empresa de mesmo nome, da qual Mehta é CEO, ganhou reconhecimento nacional e a levou a palestrar em várias conferências no Vale do Silício. A história já seria inspiradora o bastante até aí, porém um único detalhe é capaz de tornar a trajetória de Mehta surpreendente: ela tem apenas dez anos e começou a programar aos seis.O fato chamou atenção no Vale do Silício e atraiu diversas empresas interessadas em impulsionar a vida profissional de Mehta. A menina ganhou prêmios, estrelou comerciais para inspirar crianças e passou a vender seus jogos na Amazon.“Vendemos mil caixas, mais de 35 mil dólares (cerca de 130 mil reais, em conversão direta), e só estão no mercado há um ano”, disse Mehta em entrevista ao site Business Insider.

Colecionando conquistas

Desde que se tornou conhecida, Mehta usa o jogo para conduzir workshops de programação para crianças em idade escolar, e também criou uma iniciativa chamada “Sim, 1 bilhão de crianças podem programar”, que permite que pessoas doem caixas de seu jogo para escolas. No início do ano escolar de 2018, 106 escolas estavam usando o CoderBunnyz para ensinar tecnologia aos alunos e mais 2 mil crianças já foram ajudadas por Mehta em seus workshops.

Um novo jogo, chamado CoderMindz, foi criado recentemente e é focado no ensino de inteligência artificial. Mehta, que é filha de um engenheiro da Intel, contou com a ajuda do irmão de seis anos na nova empreitada.

Reuniões com gigantes e emprego garantido

Os feitos impressionantes de Mehta já a levaram a conhecer personagens importantes do Vale do Silício. Em uma reunião com a gerente cultural do Google, Stacy Sullivan, Mehta ouviu que estava indo por um ótimo caminho e que poderia procurar o Google quando terminar a faculdade. No início deste mês, a programadora pôde palestrar na sede da Microsoft durante um festival para meninas patrocinado pela World Wide Women’s Foundation. Mehta também conheceu o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, que conversou com ela durante as festas do Halloween.

Enquanto aumenta sua rede de contatos, a garota prodígio investe seu dinheiro na produção de mais jogos e já planeja investir os lucros em uma instituição de caridade.A seguir, vídeo do Cartoon Network (em inglês) contando a história de Mehta:

* Por Ariane Alves, para Exame.com