Dois ex-líderes de grandes empresas de tecnologia, Mauro Muratório Not, que fundou a operação da Microsoft Brasil e comandou a subsidiária por 17 anos, e Osvaldo Barbosa de Oliveira, que esteve 22 anos na Microsoft e como CEO LinkedIn Latam estruturou e liderou por cinco anos a empresa na região, se uniram à gestora de venture capital, A5 Capital Partners, comandada por Paulo Humberg, um dos pioneiros no cenário de internet no Brasil e criador do primeiro e-commerce do país, o Shoptime, para criar um fundo de investimentos para startups de tecnologia mais maduras.

O grupo também conta com Renato Ramalho, que possui larga experiência na operação de empresas, fusões e aquisições, análise e gestão de investimentos e atua há 15 anos na A5, além de Rogério Ramos que, desde 2017 está na A5, porém reside nos Estados Unidos e tem mais de 16 anos de experiência em gestão e investimentos, atuando em empresas multimilionárias de private equity e venture capital na América Latina.

O A5 Open Growth Fund III é o primeiro no Brasil com uma estrutura clara de “Growth”, ou seja, está focado em selecionar empresas em crescimento e guiá-las até o caminho do IPO ou do Private Equity. “O ecossistema das startups brasileiras evoluiu muito nos últimos anos, com a proliferação de aceleradoras, incubadoras, co-working, investidores anjos e fundos de venture capital que atuam, principalmente, nos estágios iniciais (Seed e Series A). O A5 Open Growth Fund III chega para atender à demanda das empresas que já atingiram um determinado nível de crescimento e que, hoje, acabam buscando fundos no exterior por falta de alternativa local”, diz Mauro Muratório Not.

Atualmente, no Brasil, diversos setores passam por transformações tecnológicas, como por exemplo o de agronegócios, educação, finanças, saúde e logística, entre outros. “Acreditamos que em 30 anos nenhuma empresa que hoje é líder em seu setor continuará sendo se não evoluir com a tecnologia” comenta Paulo Humberg.

Devido à parcela de investimentos feitos nas fases iniciais do ecossistema, o Brasil tem atualmente 6.300 startups, segundo a ABStartups. Dessas, aproximadamente, 175 empresas desenvolveram, ao longo dos últimos oito anos, negócios com modelos comprovados e receitas significativas, criando assim, a um pipeline saudável para receber aportes maiores.

“Fizemos um mapeamento inicial e podemos ajudar entre 8 e 12 empresas deste ecossistema. Iremos capacitá-las para escalar seus negócios e se preparar para essa fase de crescimento, eventualmente, em mercados globais, gerando valor para seus empreendedores e retorno para investidores”. A ideia é investir em média R$ 40 milhões por mês em cada empresa. Podemos dizer que temos negócios bem adiantados com algumas delas”, completa Humberg.

Com um histórico de 15 anos de sucesso em investimentos e gerenciamento de fundos VC (venture capital), a A5 já construiu negócios rentáveis com empresas como Brandsclub, ClickOn, iBest, Lokau, OQVESTIR e Shoptime, retornando bons resultados a seus investidores. Atualmente, gerencia ao redor de R$ 200 milhões em dois fundos “Early Stages”. Entre os co-investidores das startups do portfólio tem nomes significativos como Accel, Atomico, Axel Springer, Kaszek, MDIF e Omidyar Network, entre outros.

Inspirado no modelo israelense, onde as empresas já precisam nascer olhando para o mundo, o fundo conta com uma estrutura de parcerias internacionais para ajudar empreendedores a expandirem regional ou globalmente. “Para que um fundo Growth funcione bem, além de conexões internacionais, é necessário ter competências específicas que ajudem as empresas nesta fase de transição. Estamos muito otimistas com a oportunidade de colocar nossa experiência de liderar empresas de tecnologia de crescimento acelerado, como Microsoft e LinkedIn, a serviço dos empreendedores”, comenta Osvaldo Barbosa de Oliveira.