A Rappi, startup colombiana de entrega sob demanda, acaba de receber uma nova rodada de investimento, o que valorizou a empresa em mais de US$ 1 bilhão, conforme relatado pela Axios e confirmado ao TechCrunch por uma fonte próxima à empresa. A DST Global liderou o financiamento de mais de US$ 200 milhões, com participação da Andreessen Horowitz e da Sequoia – todos  estes fundos já eram investidores da empresa.

A Rappi iniciou seu negócio de entrega de bebidas e, desde então, expandiu-se para refeições, alimentos e até tecnologia e remédios. A empresa também tem um recurso de retirada de dinheiro popular que permite aos usuários pagar com cartões de crédito e, em seguida, receber dinheiro de um dos agentes de entrega do Rappi.

O Rappi cobra US$ 1 por entrega. Para ajudar a manter os custos eficientes, a frota de correios da empresa usa apenas motocicletas e bicicletas.

Simón Borrero, Sebastian Mejia e Felipe Villamarin lançaram a empresa em 2015, graduando-se na Y Combinator no ano seguinte. A partir daí, Rappi rapidamente capturou a atenção dos investidores de risco americanos. O investimento inicial da A16z em julho de 2016 foi o primeiro investimento da empresa do Vale do Silício na América Latina.

O novo aporte provavelmente será usado para ajudar a Rappi a competir com a Uber Eats, que é ativa em toda a América Latina.

A rodada do Rappi é notável por uma empresa latino-americana, assim como seu novo status de unicórnio. Apenas uma outra startup da América Latina, a Nubank, superou uma avaliação de 1 bilhão de dólares com novos fundos de capital de risco até agora em 2018. A Nubank, com sede em São Paulo, faz um cartão de crédito sem taxa e também é apoiada pela DST.

O investimento em tecnologia na América Latina continua atingindo novos recordes. No primeiro trimestre de 2018, mais de US$ 600 milhões foram investidos. Isso seguiu um recorde de 2017, que foi a primeira vez que os VCs canalizaram mais de US$ 1 bilhão para o ecossistema de tecnologia do continente durante um período de 12 meses.

O aumento do investimento deve-se principalmente a financiamentos consideráveis em empresas como a Rappi, a Nubank,  e a 99, que foi comprada pela empresa Didi Chuxing em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão no início deste ano.

Fonte: TechCrunch