* Por Juliana Bortoletto

Não sou eu quem está falando, são 45 pesquisas sobre o tema. Em tributo ao mês da mulher, precisamos levantar uma questão importante, principalmente para os jovens que estão no início da carreira. Por que é importante encorajar as mulheres e (eu não queria usar esse termo, mas é o que cabe) empoderá-las a perseguir posições de liderança?

Segundo uma metanálise que reuniu mais de 45 estudos sobre estilos de liderança é possível comparar habilidades de lideranças de duas formas: transformacionais e transacionais e cada gênero domina mais um estilo de liderança. Adivinha qual dos dois é o estilo feminino de liderar? 

Líderes transformacionais vs Líderes transacionais

Os líderes transformacionais adquirem confiança, respeito e admiração de seus liderados. Os liderados sentem confiança, admiração, lealdade e respeito pelo líder e por causa das qualidades do líder transformacional estão dispostos a trabalhar mais do que o inicialmente esperado. É um estilo de liderança em que o líder colabora com os liderados para identificar a mudança necessária, criando uma visão para orientar a mudança através da Inspiração para o bem da organização.

Verbos transformacionais:  liderar, fazer, seguir, inspirar, realizar, crer e tornar-se.

Os líderes transacionais focam no papel de supervisão, organização e desempenho do grupo. O líder transacional estabelece uma relação de troca que apela para o interesse próprio dos subordinados. deixando claras as responsabilidades de cada um, premiando quem atinge os objetivos, punindo quem não os cumpre etc.

Verbos transacionais: empreender, recompensar, pedir e dar.

Se pudéssemos fazer uma analogia a liderança transformacional pode ser comparada a um “puxão”, enquanto a transacional seria mais um “empurrão”.

Liderança feminina vs lideranças masculinas

Essa metanálise concluiu também que líderes do sexo feminino eram mais transformacionais do que os do sexo masculino.

Agora vem um fato pra se refletir: uma vez que a maioria da pesquisa sobre liderança constata que o estilo transformacional (e as recompensas e os incentivos positivos associados ao estilo transacional) é mais adequado para o comando da organização moderna,  concluímos que  homens e mulheres possuem estilos distintos de liderar, mas que a abordagem da mulher é, em geral, mais eficaz, enquanto a do homem costuma ser pouco eficaz.

A psicologia explica!

Sabemos que competências profissionais nada tem a ver com gênero e sim com um conjunto de conhecimentos adquiridos, experiência e personalidade. Mas de acordo com a psicologia, a disparidade entre os gêneros está ligada a dois tipos de comportamentos: comunal e a agente.

As mulheres se preocupam com o tratamento humano, tem mais empatia, são mais simpáticas e com mais sensibilidade em relações interpessoais. Essas são qualidades comunais. Os homens, em contrapartida, apresentam atributos agentes como firmeza, controle e costumam ser mais dominantes, autoconfiantes, agressivos e ambiciosos.

Infelizmente, a ideia de uma liderança eficaz ainda está associada às características agentes e dessa forma, não é de se espantar que as pessoas mostrem mais resistência à influência da mulher do que à do homem. Mas isso há de mudar!

Mulheres são as maiores consumidoras e dominam várias áreas. As empresas estão começando a perceber isso e quem não abrir espaço pra as lideranças femininas, ficará pra trás, tanto no business quanto no degrau da hierarquia.


Juliana Bortoletto é PR Brand Analyst da Matchbox Brasil, HR Tech que chega ao mercado para revolucionar a forma como empresas e jovens se relacionam e se conectam. Para isso, está investindo pesado em tecnologia, gamificação e automação, para criar soluções disruptivas para o mercado de Talent Acquisition.