Médicos e empreendedores que habitam o ecossistema de inovação na área da saúde vão se reunir nesta quarta-feira, 5 de setembro, no espaço exclusivo de healthtech do CUBO, em São Paulo, que é apoiado pela Dasaimportante player de saúde e  maior do mundo em medicina diagnósticapara discutir o uso da inteligência artificial no diagnóstico por imagem. O evento marca o lançamento do AI Labo laboratório de inovação do Grupo, e contará com palestra do pesquisador americano Mark Michalski, que é diretor executivo da CCDS, o Center for Clinical Data Science, da Harvard Medical School.

Inovação em saúde

O Dasa AI Lab é um laboratório de pesquisa que busca desenvolver, compartilhar e incorporar tecnologias de inteligência artificial e suas aplicações para a medicina diagnósticaCriado por uma equipe de especialistas multidisciplinareso laboratório é formado por médicos, biólogos, matemáticos, engenheiros, estatísticos, cientistas de dados, entre outros profissionais.

O laboratório terá dois pontos de apoio em São Paulo: um área exclusiva no escritório da Dasa, com equipamentos de última geração, como o supercomputador para desenvolvimento de inteligência artificial (o mesmo usado em Harvard e que tem capacidade de processamento de 72 CPUs); o andar de healthtech no CUBO que, entre outras iniciativas da empresa,sediará encontros e treinamentos com foco em ampliar a eficiência de processos médicos.

No total, foram investidos R$ 15 milhões no AI Lab que conta com o repertório de mais de 700 laboratórios espalhados pelo país, com mais de 250 milhões de exames por ano nas áreas de patologia clínica, radiologia, patologia molecular e genômicaPor ser um dos principais atores da indústria da saúde e de soluções de diagnósticoinovação é um tema matricial na empresa. “Nossa capilaridade e robusto banco de dados possibilitam criar algoritmos complexos, com padrão internacional. É uma nova fronteira no entendimento de um amplo número de fotografias clínicas para o diagnóstico de doenças, com resultados muito precisos”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica do grupo.

Investimentos em big data e inteligência artificial 

O Dasa AI Lab que já concebeu parcerias com CCDS de Harvardestá à frente da criação de outros algoritmos, a partir da análise de exames de imagemPara executar esses novos modelos matemáticos, a equipe multidisciplinar está aprimorando os resultados dos protocolos aprendidos por meio dcolaboração com Harvardaumentando a qualidade dos cuidados de saúde entregues aos 20 milhões de pacientes que visitam as instalações dos laboratórios dDasa anualmente.

Nas análises das 10 mil ressonâncias magnéticas de cérebro, a empresa aposta no conceito de Machine Learning para desenvolver algoritmos que devem determinar, em tempo real, tipo, o potencial risco e gravidade de determinada doença cerebral. O grande ganho é garantir que exames que requerem análise por especialista, o neurorradiologista, sejam priorizados por esses profissionais que têm expertise para emitir laudos ainda mais assertivos e rápidos, otimizando o tempo do médico e do paciente.

Concomitanteos pesquisadores estão trabalhando na análise de 300 ressonâncias magnéticas de próstata para desenvolver algoritmos que calculam precisamente as medidas da próstata (hoje o radiologista calcula desenhando a próstata)A estratégia visa aumentar a especificidade do rastreamento, um fator relevante já que o câncer de próstata é o tumor mais prevalente em homens brasileiros, com 68 mil novos casos esperados para 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Saiba mais sobre o lançamento na Agenda de Eventos Startupi.