* Por Sergio Roque

Com certeza o advento da internet e seus diversos canais de comunicação global são os grandes responsáveis. Talvez, como indicam profundos estudiosos da astrologia, a entrada na era de Aquário em 2000 também tenha muito a ver com a mudança. Talvez ainda seja realmente um conjunto de mudanças de comportamentos que vem sendo implantado nas famílias e nas escolas.

O certo é que a nova geração (nascida depois do ano 2000) pensa diferente. Se comporta diferente. É diferente. Fazem parte da geração Z (1990 até 2010), porém deve ser estudada a parte. É realmente o início de uma nova era no comportamento humano e deveria ser chamado de geração A, A1, A2 e assim a cada onda de transformação até o fim do século XXI.

Eles nem concebem uma ideia, uma ação, um mundo em que tudo não esteja interligado. Eles não pensam e não agem sem contar que seus pensamentos e atos irão criar ou participar de algo maior. Agem pensando em um conjunto de forças.

Isso implica em muita mudança de comportamento. O conhecimento destes comportamentos e suas futuras implicações será essencial para todos.

Não é somente a tecnologia, a globalização e aceleração do conhecimento humano que influenciam ou permitem que estes comportamentos mudem.

Há algo novo “dentro” deste novo homem. Um novo código, um DNA físico e espiritual em processo de mudança constante e acelerado como próprio dos dias de hoje. Ele estabelecerá uma nova filosofia, uma nova forma de ver o mundo.

A individualidade só terá valor se somar a outras individualidades dentro do grupo. O grupo só terá valor se somar a outros grupos. Valor, no caso, também é poder de ação e mudança.

Não estou dizendo que nestes grupos não haverá líderes. Acredito na força da hierarquia e, muitas vezes, na tomada de decisão, porém o líder tem que ser visto como um servidor ao grupo, como um elo colaborativo e não como um rei que não pode ser contradito, caso contrário se perde a cabeça.

Assim o senso de igualdade e sua luta crescerão cada vez mais sempre desafiados pelo nosso senso de sobrevivência. O paradoxo – quanto mais igualdade menos individualidade- será vencido pelas diferenças interiores e as semelhanças dos grupos, na busca utópica de existir um único grupo.

Para isso tudo pode e deve ser compartilhado, um novo entendimento de transparência. Não é porque o que você fez é imoral ou te envergonha que não pode ser compartilhado, ou você deixa de fazer o que é imoral ou não registre e mesmo assim correrá sérios riscos.

Não preciso dizer que preconceito como sentimento e motivo de uma ação diminuirá bastante.

Não precisa ser profeta para dizer aos empresários, executivos e, principalmente aos empreendedores que mais alguns anos eles serão seu público-alvo e serão parte de seus colaboradores, e se pretendem que suas empresas continuem vivas por muitos anos terão que se adaptar e mudar algumas coisas desde já.

Em todas gerações anteriores, para ocorrer mudanças reais, onde quer que fosse, na família, na sociedade, na politica, no espírito, na ciência, nas empresas, existia a dependência de que algum Homem com alguma habilidade superior fizesse a diferença. Foi a era dos líderes natos, dos pensadores, dos santos, daqueles “fora da curva”, ou seja, dos gurus, que muitos seguiam. Alguns grandes picaretas também, em que a única habilidade era o poder de atração e de saber o que falar e como falar ao povo.

Acredito que hoje existam mais deste tipo do que os que têm uma mensagem diferente e uma proposta diferente. Porém só as gerações anteriores os seguem.

Aprendi recentemente, e aqui só transcrevo, que na nova geração exige alguns objetivos e atitudes totalmente diferentes de cada um de nós:

1.-  Promover uma consciência de responsabilidade pessoal como um instrumento da própria autoridade. Quando assumimos nossas responsabilidades, paramos de culpar os outros; Não criamos mais uma situação de vitimização e somos capazes de tomar decisões lúcidas sobre o que precisamos e queremos realmente.

2.- Estabelecer uma rígida distinção entre a perfeição como objetivo e a experiência da perfeição baseada na prática. Devemos cultivar a convicção de que nossa consciência é a responsável para que nossa vida seja perfeita para sua evolução e não ao contrário.

3.- Adotar um sistema de crenças otimistas que sustentem que a vida tenha significado material e espiritual, que esteja baseada em eventos que nos levam ao crescimento como Ser e que toda e qualquer experiência é potencialmente capaz de transformar nossas vidas.

4.- Praticar uma vida que valorize o crescimento interior. Reconheça os valores e ações que este crescimento exige para que nossas vidas estejam livres de paranoias, conflitos internos, tristezas, medos, depressão, ansiedade, estresse e tudo mais que nos adoece.

5.- Devemos estar atentos ao que criamos, aprender e ser melhor cada dia se quisermos ter uma vida com mais equilíbrio.

6.- Estude e busque entender de forma clara seu propósito e sua missão.

7.- Acabe com as ideias preconcebidas e se abra para novas experiências e formas de pensar e agir.

Você não será guru e ninguém será. Também não espere um salvador. Aposte junto com eles na força de muitos em um objetivo único

Esta geração deverá nos ensinar a verdadeira e autentica compreensão de uma nova sociedade.


Sergio Eduardo Roque é coach executivo e de vida com foco em processos de
autoconhecimento na SerOQue Desenvolvendo Pessoas. Com formação em
engenharia (FAAP) e marketing (ESPM) atua há mais de 25 anos no mercado como
executivo e empreendedor.