startup de mobilidade urbana Ride realizou nesta semana, em São Paulo, o pré-lançamento de uma alternativa inteligente para percorrer curtas distâncias: patinetes elétricas. O evento aconteceu no Parque do Ibirapuera e na Av. Paulista, onde beta testers puderam experimentar as patinetes Ride já usando o aplicativo.

Ela funciona como outros aplicativos de locomoção, mas o diferencial está nas patinetes: não poluem, são silenciosas, atingem até 20 km/h e ocupam menos espaço que um carro ou uma bicicleta. Podem transitar em ciclovias, ciclofaixas e, quando necessário, até em calçadas. Além de ser uma opção acessível, é uma atividade bem mais divertida.

O serviço será lançado oficialmente nos próximos dias, oferecido por meio de um aplicativo no smartphone, tecnologia desenvolvida no Brasil, onde o usuário poderá encontrar a patinete mais próxima por GPS, desbloquear e sair guiando (o preço será calculado pelo tempo de uso e ainda está em teste). Após o uso, os clientes podem deixa-las estacionadas em bicicletários, paraciclos e outros locais marcados no aplicativo. A ideia é amadurecer a operação para, de forma coordenada com a Prefeitura, evoluir o sistema onde as pessoas poderão estacionar livremente.

Os sócios Marcelo Loureiro, Guilherme Freire e Paula Nader criaram a empresa depois de estudar profundamente a adoção dessa modalidade em outros países, e redesenharam os equipamentos e a tecnologia para viabilizar a operação em cidades como São Paulo, que tem características muito diferentes das outras cidades do mundo (como Los Angeles, Paris e Zurique) onde o sistema está sendo implementado.

As patinetes são rastreadas por GPS em tempo real e serão recolhidas todas as noites por funcionários da empresa, para que sejam recarregadas – o gasto de energia de cada equipamento é equivalente ao necessário para carregar um computador pessoal.