Aconteceu no último sábado, 4, a edição 2018 do Atlantic Connection. Promovido pela Atlantic Hub, o evento foi realizado na sede da Investe SP e tem como objetivo aproximar o ecossistema brasileiro do português, conectando os principais players de ambos os países e promovendo negócios e networking entre startups, empresas, investidores e aceleradoras dos dois mercados.

Benício Oliveira, partner da Atlantic Hub Brasil, explica que no Brasil, há mais de 200 milhões de habitantes e existem cerca de 10 mil startups ativas. Em Portugal, país onde moram cerca de 10 milhões de pessoas, há 30 mil startups em atividade. “Queremos fomentar este ecossistema para criar cada vez mais conexão entre o mercado de inovação dos dois países, porque ambos têm muita sinergia e muito o que aprender um com o outro”, diz.

Eduardo Migliorelli, CEO da Atlantic Hub, fala sobre o evento:

Nuno Rebelo, presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comercio do Brasil, explicou algumas vantagens para as startups brasileiras estarem inseridas no contexto de empreendedorismo da Europa, especialmente em Portugal. Dentre eles, destacam-se:

  • Portugal é o 3º país mais seguro do mundo, de acordo com o Global Peace Index;
  • 5º país do mundo com a melhor qualidade de vida;
  • 3º melhor hub europeu para startups, atrás apenas de Londres e Berlim;
  • 7º país do mundo menos restritivo a IDE;
  • 10 universidades portuguesas estão entre o top 100 do ranking global;
  • 16º país em qualidade de infraestrutura no mundo.

O presidente da federação explica também que o país é uma plataforma estratégica para expansão para a União Europeia e Estados Unidos. “Portugal é o país europeu mais próximo dos EUA, tem o mesmo fuso horário que o Reino Unido e Irlanda, além de voos diários para as principais cidades europeias”, explica.

A investidora-anjo Cláudia Rosa, participante do evento, fala sobre a importância de as startups terem o DNA da internacionalização em seu core quando forem buscar investimento. Confira:

Carolina Morandini, head de startups da Telefónica Open Future e Pedro Waengertner, CEO e cofundador da aceleradora ACE, participaram de um painel para falar sobre incubação e aceleração de startups, moderado por Geraldo Santos, diretor-geral do STARTUPI.

Ao falarem sobre a mudança que ocorreu no ecossistema de startups do Brasil nos últimos anos, Carolina explica que há algum tempo, era muito mais difícil encontrar informação sobre o mercado e acesso aos investidores. “Hoje está tudo muito mais acessível. Você vai aos eventos e encontra o ecossistema inteiro à disposição. Empreender não é fácil, mas agora o empreendedor não tem mais a sensação de estar no escuro. Isso ajuda muito o mercado”, diz.

Ao falar sobre internacionalização, Pedro Waengertner, diz que “as startups brasileiras têm que ter nível global, porque assim elas não se importam com barreiras geográficas. Mesmo que o empreendedor seja focado no mercado brasileiro, nada impede que uma empresa americana, chinesa ou europeia venha para o Brasil para competir com ele. É necessário ter um nível de produto global e ter um time global. Se o empreendedor quiser ter um exit no exterior, ela tem que entender que a economia da empresa também tem que estar saudável em nível mundial”, explica.

Por que acelerar antes de internacionalizar? Pedro explica:

Outro painel realizado no evento foi sobre os aspectos jurídicos para que os empreendedores que queiram migrar ou buscar investimentos em outro país e para investidores que queiram aportar em Portugal. Os participantes falaram sobre as medidas tomadas pelo governo lusitano para atrair empreendedores do mundo todo, estejam eles com startups em fase inicial ou com empresas mais robustas, para que utilizem benefícios de todos os tipos, inclusive financeiros, para inserir seus empreendimentos no mercado europeu.

Carolina di Lullo, partner do escritório Giugliani Advogados, participou do painel para falar sobre estes benefícios e escreveu exclusivamente para o STARTUPI contando em detalhes como muitos deles funcionam. Para entender melhor sobre como internacionalizar sua empresa para Portugal e abrir portas no mercado europeu, acesse aqui.

Aqui, Carolina fala sobre alguns pontos que podem ajudar as startups na hora de embarcar para Portugal:

Participaram também do evento Thiago Matsumoto, da Dodeka Investimentos; Guto Ferreira, presidente da ABDI, e Luiz Paulo Teixeira, Head CoFounder ForEduca, falando sobre educação, planos para o futuro e indústria 4.0.

Startup Awards

Ao final do evento aconteceu a segunda edição do Startup Awards, competição que premia a empresa mais inovadora com um passaporte para o Web Summit Lisboa, um dos maiores eventos sobre inovação e tecnologia do planeta. Foram 10 pitches de 4 minutos, realizados para uma banca de jurados composta por investidores e alguns dos maiores especialistas do mercado de startups do Brasil.

Benício Oliveira fala sobre o Web Summit Lisboa:

As startups participantes foram:

Apponte.me – Um relógio de ponto que otimiza criação de folhas de ponto em até 9x e reduz custos no departamento pessoal em até 74%.

Sellead – Plataforma de conexão de parceiros globais de educação internacional.

Dispute Click – Plataforma de marketing que realiza disputa de produtos com até 99% de desconto para usuários.

Near bee – Aplicativo em que usuários se comunicam e alertam sobre situações de perigo e emergência

Synco – Plataforma que auxilia no monitoramento da cadeia de distribuição refrigerada por meio da Internet das Coisas (IoT)

Vetra – Produz materiais bioativos de alta tecnologia.

Predify – Plataforma de inteligência de negócios e planejamento estratégico para Micro e Pequenas Empresas.

Logstore – Startup de automação logística e revenda de componentes para transportadores modular na América do Sul.

Filho Sem Fila – Aplicativo que reduz o tempo de espera de pais e responsáveis ao buscar a criança na escola e gerencia autorizações de saída.

E a grande vencedora do dia, a startup Biosolvit, empresa que desenvolve produtos destinados à absorção de qualquer derivado do petróleo em terra ou no mar que, dentre outros diferenciais, eliminam a possibilidade de um grave problema ambiental, a retro contaminação.

A startup vencedora do ano anterior foi a GoEpik, uma plataforma convergente com foco em indústria 4.0 que utiliza tecnologias como IoT, Big Data, Realidade Aumentada, Virtual e Inteligência Artificial. Após o prêmio, a empresa conseguiu fechar contratos com grandes indústrias por toda a Europa. O evento Web Summit de 2017 recebeu mais de 60 mil participantes de 170 países, e este ano acontece durante os dias 5 a 8 de novembro.