Na última terça-feira, 10, aconteceu a final do Global Impact Challenge Brasil 2018 (GIC)realizado pela Singularity University, a comunidade de inovação mais criativa do mundo, em parceria com a Escola Concept, colégio de vanguarda do Grupo SEB.

Depois de três semifinais regionais no Recife, em São Paulo e Porto Alegre, seis startups foram escolhidas para disputar a grande final, entre 130 participantes. Os competidores tiveram cinco minutos para expor, em inglês, seus projetos e as soluções para os desafios na educação, além de explicar qual é o seu interesse no programa. Após cada apresentação, o júri podia fazer perguntas sobre a startup.

A equipe vencedora ganhou uma bolsa da Escola Concept para participar do “SU Ventures Incubator Program”, no Vale do Silício. Trata-se de um programa de oito semanas de aceleração de startups, que inclui treinamento de liderança aos fundadores dos negócios, estruturação às empresas e um ecossistema para inovação e execução.

Em consenso, os jurados escolheram como grande vencedora, a MedRoom. Ligada à área de saúde, a empresa oferece uma estrutura de realidade virtual, aliada a materiais didáticos e interativos, para alunos e profissionais da área treinarem e aperfeiçoarem procedimentos. Por meio de equipamentos e softwares, o estudante consegue fazer uma imersão dentro do paciente, visualizando todos os órgãos e entendendo seus funcionamentos e possíveis deficiências.

“Esperamos trabalhar melhor conceitos complexos e inovadores que favoreçam a implantação do nosso software, assegurando que ele seja efetivo. Não queremos ser só uma ferramenta de exibição para faculdades. Nosso objetivo é ajudar os alunos a salvarem vidas e garantir que estamos fazendo isso da melhor forma possível”, explica Vinícius Gusmão, cofundador da MedRoom.

O evento também contou com um talk show de Conrado Schlochauer, realizador do GIC e embaixador do chapter da Singularity University em São Paulo, e com o empresário e comediante Murilo Gun. O comediante falou sobre seu lado empreendedor, abrindo seu primeiro negócio aos 14 anos de idade, e também da sua experiência como estudante por dez semanas da Singularity University.

A diretora de Global Impact Competitions da Singularity University, Regina Njima, bateu um papo com o público sobre a missão da universidade e como a tecnologia exponencial tem crescido e sido uma aliada da educação. “Com o avanço da globalização e do pensamento exponencial, temos o desafio de pensar em como trabalhar algumas habilidades que não são atendidas pelas máquinas, como competências socioemocionais e liderança”, explica a diretora.