* Por Francesco Simeone

O celular é o principal motor de crescimento de uso global da internet, com 80% dos usuários tendo acesso através de seus dispositivos móveis. No entanto, atualmente, o mundo digital não é apenas ‘mobile-first’, mas também ‘app-first’. Os aplicativos dominam o cenário móvel, acumulando 89% do consumo dos usuários em seus smartphones e espera-se que esse número continue a crescer.

Embora essas estatísticas falem por si mesmas, o dilema da web móvel versus aplicativo móvel continua prevalecendo nas mentes dos anunciantes. Para aqueles que investem em publicidade móvel, a decisão não é apenas uma questão de inventário, mas uma escolha entre escopo e interação. Se o objetivo é alcançar maior eficácia, devemos levar em conta as características que o definem.

O ecossistema no aplicativo não é um espaço para capturar apenas os consumidores, mas, por meio da ID de dispositivo móvel, ele oferece dados de rastreamento, segmentação e geolocalização superiores a outros formatos digitais. Esse ID, diferentemente dos cookies que a navegação na Web captura, é associado à pessoa e tem duração média de 21 meses, permitindo que as marcas segmentem públicos de maneira precisa seguindo o comportamento dos usuários ao longo do tempo. Por sua vez, a entrega in-app do anúncio é resistente às tecnologias de bloqueio de publicidade, já que não há métodos universais para isso, como acontece em um navegador da web. Isso garante que os anúncios sejam realmente visualizados pelo público desejado.

Além disso, os aplicativos oferecem maior segurança, pois sua funcionalidade e conteúdo são tipicamente mais específicos e de maior qualidade do que os sites para dispositivos móveis. Isso garante aos anunciantes que seus anúncios serão exibidos ao lado de um conteúdo seguro. Somado a isso, o inventário no aplicativo oferece condições de privacidade de acordo com as normas GDPR, já que os usuários, ao baixarem o aplicativo, aceitam os termos e condições entendendo que eles poderiam ser alcançados por meio de publicidade. Finalmente, eles têm um nível mais baixo de fraude, pois é mais complexo enviar esse tipo de tráfego para um aplicativo do que para um website. Então, os anúncios no aplicativo têm mais chances de serem vistos por um usuário real e não por robôs.

Devemos lembrar também que a maioria dos aplicativos exige que o usuário compartilhe sua localização para fornecer um serviço melhor, disponibilizando dados mais precisos do que aqueles derivados de um endereço IP. A precisão desses dados permite que as marcas segmentem públicos de maneira exata, gerando maior desempenho e conversão de campanhas.

É importante salientar, portanto, que muito do crescimento do mobile advertising está vindo dos apps. Por isso, numa era em que tudo se resume aos dados, a compra de mídia é impulsionada por eles. Recentemente, por exemplo, a Logan fechou uma parceria com a InMobi, a maior plataforma independente de aplicativos do mundo, para trazer aos anunciantes um inventário de mais de 32 mil aplicativos Premium em diferentes categorias. O objetivo é que é que eles possam interagir com usuários móveis em diferentes estágios do ciclo de vida do consumidor com campanhas de branding awareness, aquisição e remarketing.

Dessa maneira, como os aplicativos são facilmente acessíveis em dispositivos móveis, eles terão mais visibilidade do que uma página salva em favoritos no navegador. Isso permite que o usuário gaste mais tempo em um aplicativo do que em um site, garantindo melhores métricas de visibilidade, interação e conversão. Isso é reforçado por um número menor de anúncios em aplicativos, o que significa menos concorrência pela atenção do usuário.

* Francesco Simeone é Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Logan no Brasil, empresa líder em marketing móvel da América Latina