Nos dias 12 e 13 de julho, o ecossistema de startups do Brasil se reuniu em Florianópolis para participar da primeira edição do Startup Summit, iniciativa do Sebrae SC, que tem como objetivo reunir as comunidades, discutir tendências e gerar networking para os participantes.

O Startupi acompanhou o painel “How United States sees brazilian’s tech ecossystem?” que contou com a participação de Josh Constine, Editor do TechCrunch; Pedro Sorrentino, Cofundador da ONEVC; Evan Burfield, CEO da plataforma Union, e Andee Gardiner, Cofundadora da Founders Embassy. Confira abaixo alguns destaques do bate-papo.

O Brasil possui muitos desafios em diferentes áreas como saúde, mobilidade, educação e isso significa muitas oportunidades para as startups. Entretanto, um ponto destacado pelo brasileiro Pedro Sorrentino, é que muitos empreendedores aproveitam do grande mercado que o país possui e muitas vezes acabam deixando de lado o pensando global e de expansão para novos mercados, o que para os VCs não é algo interessante.

Ele cita o exemplo de Israel, que está no topo da lista ao lado da China com o maior número de empresas com capital na bolsa americana NASDAQ. O país é um dos líderes globais em alta tecnologia, atuando no desenvolvimento de softwares, comunicações e ciências da vida e todas startups pensam em atingir novos mercados desde o day 1. 

Investimento

A opinião de todos os painelistas é a mesma: “busque o máximo de capital que você conseguir no seu país de origem”. Andee Gardiner, destaca que muitos empreendedores acham que depois de duas semanas no Vale do Silício eles conseguirão investimento, mas a realidade é muito diferente, segundo ela, “conseguir um investimento fora é como competir uma Copa do Mundo ou as Olimpíadas”.

Para Evan Burfield, depende muito do mercado que você está atuando. Ele destaca que antes de você conseguir investimento de um investidor externo é importante você já ter clientes no país em questão. É importante lembrar que o investimento não acontece na noite para o dia, por isso é importante você conhecer os investidores, mantê-los informados sobre os avanços da sua startup e mostrar o crescimento do seu negócio.

Como se preparar para entrar em outros mercados

Josh logo de cara enfatiza: “não vá para o Vale do Silício só para tirar foto no Google e no Facebook”, é preciso se preparar antes de ir, agendar reuniões com pessoas que podem fazer a diferença no seu negócio e não apenas frequentar happy hours de startups, pois segundo ele, “as pessoas importantes e que você precisa se relacionar não estarão lá, elas estarão trabalhando”. Ele acrescenta ainda que o custo de vida no Vale do Silício é muito alto, tanto para morar como para alugar um coworking, por isso é preciso estudar bem o mercado antes de tomar qualquer decisão e analisar se realmente vale a pena.

Andee Gardiner, destaca que muitas vezes você não precisa se mudar para o Vale do Silício, mas gerar boas conexões e visitar regularmente o país.

Pedro Sorrentino também destaca que muitas vezes é possível valorizar sua estadia no Vale do Silício através de programas como o da Techstar e 500 Startups, que além de acelerar o seu negócio podem te conectar com o mercado e com investidores locais.

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