O mercado brasileiro de moedas virtuais tem muitos gargalos. Apesar do crescimento vertiginoso, há atendimento pouco eficiente, cobrança de altas taxas e pequena diversidade de moedas disponíveis, como enfatiza Ramon Vailatti, CEO da CriptoHub. Para resolver estas deficiências, ele pretende abrir uma exchange com o capital levantado por uma ICO (Initial Coin Offering), em junho.

“Já são 1,4 milhão de pessoas comprando e vendendo moedas virtuais no Brasil. Entramos nesse mercado com muitos diferenciais, e aplicar o conceito do crowdfunding é uma maneira de fazer com que os traders nos conheçam e apostem em nossa operação”, explica Vailatti. O CriptoHub Coin (CHBR) será criado com uso da tecnologia Ethereum ERC20. Quem adquirir os tokens da CriptoHub terá descontos com as taxas praticadas pela exchange, que já entrará no mercado cobrando 0,3% para ordem passiva e 0,4% para ordem ativa na transação – hoje os valores mais baixos estabelecidos pelas corretoras estão em 0,35% para ordem passiva e 0,45% para ordem ativa. Os descontos para Token Holders (os detentores de tokens) podem chegar a 90%.

A ICO também será uma base para outras vantagens que a CriptoHub objetiva oferecer, como um cartão de crédito pré-pago que possibilita as transações em estabelecimentos e mais de 20 criptomoedas disponíveis. “Existem mais de 1.300 ativos virtuais no mundo e, no Brasil, a exchange que oferece maior variedade tem só 11 opções. Vamos trabalhar com um número cada vez maior de trading pairs, que dá a chance aos usuários de diversificar seus investimentos e aumentar a quantidade de transações dentro da plataforma, alavancando nossa operação”, declara o CEO, que integra uma equipe com formação e experiência em programação, blockchain, marketing digital e estratégias para atuar no mercado online.

Entre outros benefícios, a exchange lança um sistema que pagará 20% das taxas de usuário para indicações, visando ganhar apoio de influenciadores do nicho. E-commerces que quiserem realizar vendas com criptomoedas também terão vantagens: o software automaticamente transaciona a moeda escolhida como trading pair e a converte em Real, creditando este valor na conta do lojista.

A expectativa da CriptoHub é angariar 1,5 milhão de traders e US$ 22,5 milhões transacionados por dia. “Estamos trazendo padrões internacionais para o país e queremos ser a corretora que gera o maior valor possível para o usuário, movimentando esse mercado que tende a crescer cada vez mais no Brasil”, afirma Ramon. Mesmo com a ICO, os sócios são os maiores investidores do projeto.