A maratona Hack’n Bike reuniu jovens em São Paulo para apresentarem soluções de sistemas que viabilizem o Programa Bike SP/Cidade Viva, iniciativa para incentivar o uso da bicicleta na capital por meio da restituição dos créditos do bilhete único ao usuário que optar pela bike. O campeão do desafio foi o grupo DiBike, formado por alunos e ex-alunos da Universidade São Judas.

Escolhido com unanimidade entre os jurados, o sistema proposto pelo time trouxe assegura à Prefeitura de São Paulo que o usuário de fato trocou o ônibus pela bicicleta e merece receber o valor que seria gasto com transporte público. O grupo de alunos da São Judas vinha desenvolvendo sua ideia em alguns hackathons realizados internamente pela Universidade, que são parte dos seus programas interdisciplinares de estímulo ao empreendedorismo e inovação.

As soluções, criadas com base nas regras pré-determinadas pela Prefeitura, serão apresentadas em breve ao secretário de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto. A expectativa é que o programa seja implementado e comece a oferecer créditos aos ciclistas nos próximos meses.

No sistema do DiBike, o usuário conta com um aplicativo que transmite à prefeitura a informação de que ele, de fato, está utilizando uma bicicleta. Trata-se de um aplicativo simples no qual o trajeto escolhido é informado para que se receba uma rota alternativa para jornada de bicicleta.

Para garantir à prefeitura que o usuário tem vínculos com a cidade, o aplicativo acessa o NFC do smartphone antes de autorizar que os créditos destinados ao ônibus sejam repassados ao bilhete único. A rota é feita pelo Google Maps e, quando finalizada, retorna-se ao aplicativo para a avaliação das condições do percurso sugerido. O ciclista ainda tem a chance de compartilhar a experiência nas redes sociais.

Além de tudo, o DiBike captura os dados dos usuários para dar à prefeitura toda informação necessária sobre quem está se beneficiando com o aplicativo, como de total de viagens percorridas, uso por hora, mês etc. O aplicativo ainda consegue prever localizações potenciais para a implementação futura de ciclofaixas.

Como prêmio para a primeira colocação, os membros do DiBike levaram R$ 8 mil em prêmios mais seis meses de incubação do projeto no Eureka Coworking e R$ 1 mil por mês.

O time DiBike é formado por seis membros:

Marcelo Barbosa – Ex-aluno de Ciência da Computação da Universidade São Judas

Thiago Toledo – Aluno de jornalismo da Universidade São Judas

Júlio Henrique – Aluno de Sistema da Informação da Universidade São Judas

Denis Magalhães – Engenheiro de Códigos

Robson Camanducci – Desenvolvedor DevOps da Totvs

Marcelo Fernandes – Designer