Nós sabemos a importância dos grandes eventos de tecnologia para fomentar a inovação. Mas, será que nós entendemos como estes mesmos eventos são feitos? Hoje, o Startupi vai te contar como funciona a organização de um dos maiores eventos de startups e empreendedorismo do Brasil: o Gramado Summit.

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Quatro mil pessoas. Centenas de startups. Oitenta investidores. Dezenas de palestrantes de sucesso. Uma quantidade incalculável de novos negócios gerados, parcerias formadas e networkings de qualidade. Mas, o que está por trás de tudo isso?

Parece inconcebível a ideia de trabalhar um ano para apenas três dias. Mas é justamente isso que eles fazem. Durante o ano, são sete pessoas que trabalham diretamente para proporcionar o melhor evento de inovação do Brasil. Trabalham ainda, indiretamente, mais dez pessoas. Durante os três dias de Feira, no entanto, o número sobe para cem pessoas.

Na equipe, o CEO Marcus Rossi coordena a rotina e viabiliza as principais parcerias. Deborah Mazzocchi, Head de Startups Beta, é responsável pela participação das startups que já fazem sucesso do mercado Brasileiro. William Funk, Head de startups Alpha, escuta e seleciona os principais projetos em estágio inicial do Brasil. Júlio Hermann é o Head de Conteúdo. Pietro Rutzen, a mente por trás da tecnologia do Summit. Vânia Oliveira gerencia a operação. E Mayara do Reis faz a mágica acontecer na logística do evento.

Pietro Rutzen, William Funk, Vânia Oliveira, Marcus Rossi, Déborah Mazzocchi, Mayara dos Reis e Júlio Hermann. – Foto – Cássio Brezolla

Completam o time os diretores da Rossi e Zorzanello, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello, além de Flávio Prestes, Naira Ferreira, Arthur Schaefer, Fábio Veeck, Sérgio Prade, Roberta Benetti, Sabrina Knevitz e Luciana Reck.

O ambiente

A rotina é a mesma o ano inteiro: música para motivar a equipe, ambiente descontraído e decisões tomadas em conjunto. Prova disso é a ausência de portas para ligar uma sala do escritório a outra. Não existe cargo nem burocracia no trabalho.

“O mais legal do ambiente que criamos é a colaboração de cada um em qualquer decisão. Aqui, pregamos a ideia de que todos podem contribuir para todos as áreas, independente de ser a área de atuação do colaborador ou não”, comenta Marcus Rossi.

“Nós somos uma equipe jovem que trabalha unida, sem salas separadas ou divisórias. Assim, temos um ambiente que nos permite uma aproximação diferente, que não se encontra com facilidade em outras empresas” completa William Funk.

Nas palavras de Deborah Mazzocchi, o QG do Gramado Summit ainda se diferencia porque as pessoas trabalham com um “objetivo em comum”.

A organização

O Gramado Summit começa a acontecer um ano antes da data do evento. Assim que uma edição termina, na primeira quinzena de agosto, iniciam os trabalhos para o ano seguinte. Primeiro, são definidas datas, local, estrutura e parceiros estratégicos. Depois de tudo ajustado, inicia-se o processo de seleção e consolidação de parcerias para o evento acontecer. Antes da virada do ano, iniciam as vendas de credenciais para visitantes.

“Nós começamos pela estratégia. Antes de darmos qualquer passo, já temos definido o tamanho que o evento terá, quanto ele gerará em receita, que tipos de startups teremos aqui, quais os investidores que precisam estar presentes e qual será a finalidade da grade de conteúdo para a edição. Depois, colocamos o plano em prática. Somos ousados. Por isso, atraímos os olhares e conseguimos fechar parcerias importantes”, observa Júlio Hermann.

Durante o evento, outras 100 pessoas trabalham indiretamente na organização. O Gramado Summit é uma startup dentro da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos. “Nós conseguimos criar uma startup dentro de uma empresa consolidada com 30 anos de história. Operamos de forma independente, o que nos dá liberdade. Assim, somos livres para inovar até mesmo nas coisas mais simples”, acrescenta Rossi.

Para completar com os três dias de programação, o Gramado Summit preparou em 2018 um evento mensal para os credenciados. “A Summit Talks surgiu da proposta de debater a inovação o ano inteiro. Por isso, preparamos essa ação exclusiva e gratuita. Nela, reunimos os principais nomes do Brasil para falar de suas áreas de especialidade. O objetivo é sempre dialogar sobre futuros possíveis”, completa Deborah Mazzocchi.

O Manifesto

O Gramado Summit existe por um propósito: transformar o mundo em que vivemos através da inovação. A questão já não é se o mundo vai mudar ou como essa transformação deve acontecer, mas quando isso vai acontecer. “Nós não acreditamos que a tecnologia é a grande protagonista desta nova era, mas as pessoas. Sem elas, os sistemas, produtos, soluções ou o que quer que seja o objeto transformador, não existem”, comenta Júlio Hermann.

“Nós queremos ser agentes transformadores, mostrando para mentes inquietas que elas podem ser donas das ideias capazes de fazer o mundo pensar de uma nova forma”, completa Pietro Rutzen.

As lógicas de trabalho

As rotinas do Gramado Summit também destoam das normais no mercado de eventos. A equipe trabalha em “um ambiente de atmosfera leve, mas que consegue extrair o melhor de cada membro da equipe para vencer os desafios que surgem e servem de aprendizado para aprimorar o trabalho” ressalta Pietro.

“Eu já participei de inúmeras feiras e eventos em várias partes do mundo, e nunca tinha sentido o gosto de estar do outro lado, na organização. É muito gratificante fazer parte disso, pois é possível notar a credibilidade que o evento atingiu já na sua segunda edição, sendo reconhecido em todo o país”, aponta William Funk.

Além disso, como toda boa startup, a equipe busca fugir das burocracias. “Nós temos uma certa liberdade, sem grandes formalidades, buscando uma interação constante entre os colaboradores e com o mercado de inovação. Assim, podemos abrir portas para que startups estejam sempre conseguindo realizar o seu trabalho, buscando os investidores para os seus negócios e impulsionando o ecossistema”, aponta Vânia Oliveira.

A ideia do evento

Em novembro de 2015, o CEO Marcus Rossi saiu da Web Summit, que ainda era realizada em Dublin, com a cabeça inquieta e um desejo de mudança muito grande. A startup HoneyDreams, um e-commerce de viagens para casais, havia o levado até o evento. Um projeto com bastante potencial, mas que fracassou por uma série de fatores sem vender nenhum pacote, apesar de ter recebido investimento-anjo.

No Velho Continente, eram milhares de pessoas, projetos e o mundo inteiro impulsionando aquilo que mudaria o mundo um futuro breve. Tudo encantador ao extremo, se não fosse por uma frustração: aquele universo parecia longe demais do Brasil.

De volta e de portas fechadas, o empreendedor uniu a inquietude ao desejo de fazer a mesma revolução. Nascia assim o Gramado Summit.

Na primeira edição, seriam 600 pessoas. Foram duas mil. A expectativa era de que 36 startups apostassem no evento. Foram 72. O que deveria ser um marco regional, movimentou o ecossistema nacional de inovação, levando o país inteiro para Gramado.

Agora, em 2018, serão mais de 4 mil empreendedores vivendo o mesmo sonho: transformar o Brasil em uma potência da Nova Economia.

A edição de 2018

Para 2018, a Gramado Summit já confirmou a participação de mais de 100 startups e 80 investidores. Além disso, uma das principais grades de conteúdos do Brasil, com nomes como José Galló (Lojas Renner) e Alan Chusid (Neon Pagamentos).

Para participar, basta acessar o site e garantir seu lugar. As credenciais dão acesso à todas as atividades do evento, bem como às edições da Summit Talks. Mais do que isso: abrem a possibilidade de construção de um mundo novo através da tecnologia. Afinal de contas, toda mente inquieta é capaz de transformar a realidade à nossa volta, elevando a inovação e a disrupção à segunda potência.

* Foto de destaque: Cássio Brezolla