* Por Felipe Wasserman

Quando falamos em grandes empresas de muito sucesso, vem a dúvida do que os CEOs tem mais medo, e a primeira coisa que me vem à cabeça é que o maior receio deles seria da concorrência e quem vai ter mais sucesso no futuro, e com isso o questionamento que devem se odiar devido a uma competição para ver quem está mais em alta e sobre quem as pessoas estão falando mais.

Mas será que isso é verdade? Será que as empresas se preocupam ou deveriam se preocupar com isso?

Hoje o grande debate é sobre o chamado FANG – Facebook, Amazon, Netflix e Google, mas neste texto vamos focar em alguns deles.

Para quem não sabe o Netflix é uma plataforma de streaming onde você consegue assistir filmes e seriados sem intervalo comercial. (Essa última informação é realmente importante!)

O Netflix, apesar de passar programação de TV como estamos acostumados, não ganha dinheiro do modo tradicional, que seriam intervalos com comerciais. O modo como eles ganham é através de assinatura, e seus programas não tem anúncio. O sucesso é tanto que cada vez mais pessoas estão saindo da TV tradicional (Aberta ou cabo) para o Netflix, e como consequência menos pessoas acabam vendo os comerciais na TV.

Numa pesquisa da  IBM’s Cloud Video division, 27% dos entrevistados falaram que desistiram da TV mudando para o digital devido ao excesso de anúncios, então a estratégia do Netflix de usar outra forma de receita acaba sendo sua forma de marketing de atrair clientes.

Fonte: https://www.singlegrain.com/digital-marketing/how-ad-blockers-are-changing-the-online-advertising-landscape-in-2017/

E o que isso tem a ver com o Facebook e o Google?

O Facebook e o Google têm como principal fonte de receitas os anúncios (como na TV, mas com um anúncio bem mais personalizado e segmentado), mas até um tempo atrás o melhor modo de chamar muita atenção para uma marca era através da TV em seus principais programas!

Mas com a mudança do comportamento do consumidor, a TV deixou de ser o único meio para criar um grande buzz!  É pela simples regra de oferta e demanda que os anunciantes vão para onde o consumidor está olhando, e percebendo que menos pessoas estão vendo os anúncios na TV, essa verba precisa que ir para outro lugar. E hoje os olhos estão na internet e muito capitalizados por Facebook e Google.

Como consequência, o modelo que o Netflix decidiu de remuneração, não somente afetou as TV abertas, como criou uma janela de oportunidade para outras empresas.

Muitas vezes em negócios a ajuda pode vir dos lugares que você menos espera!

* Felipe Wasserman é CEO da Petitebox