Após um mês de especulação, a Grab, avaliada em mais de US$ 6 bilhões, comprará a operação da Uber em oito países do sudeste asiático. A Grab também vai assumir a Uber Eats, que atualmente está presente em três países, mas deve expandir por toda a região durante o primeiro semestre deste ano.

Em troca, a Uber terá uma participação de 27,5% na Grab, baseada em Cingapura, enquanto a CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, se unirá à diretoria da Grab. O aplicativo do Uber estará disponível por mais duas semanas, enquanto o Uber Eats fechará e migrará para o GrabFood no final de maio. A Grab disse hoje que alcançou mais de 90 milhões de downloads, com mais de cinco milhões de motoristas e agentes para seus serviços de fintech.

O acordo coloca a Grab no controle absoluto do mercado de compartilhamento de viagens do Sudeste Asiático. “A Grab está comprometida em cooperar com os reguladores locais em relação à aquisição. Acreditamos que a aquisição irá adicionar, entre outros, espaços vibrantes e competitivos de entrega”, escreveu a empresa.

“Este acordo é um testemunho do excepcional crescimento da Uber no Sudeste Asiático nos últimos cinco anos. Isso nos ajudará a dobrar nossos planos de crescimento, pois investimos fortemente em nossos produtos e tecnologia para criar a melhor experiência do cliente no planeta. Estamos ansiosos para dar este passo com Anthony e toda a sua equipe. Esperamos ansiosos pelo futuro da Grab no Sudeste da Ásia”, destaca Dara Khosrowshahi, CEO da Uber.

“A aquisição de hoje marca o começo de uma nova era. Juntamente com a Uber estamos agora em uma posição ainda melhor para cumprir nossa promessa de nos superar com nossos clientes. Sua confiança em nós como uma marca de transporte nos permite olhar para o próximo passo como uma empresa melhorando a vida das pessoas através de alimentos, pagamentos e serviços financeiros”, completa Anthony Tan, CEO e cofundador do Grupo Grab.

Essa ação marca a terceira saída do Uber de uma geografia internacional nas mãos de um rival. A Uber já havia saído da China em 2016 depois de fechar um acordo de troca de ações com a líder de mercado chinês Didi e abandonar a Rússia no ano passado depois de ter vendido seus negócios no país para a rival local Yandex.

Fonte: TechCrunch