O musical.ly – rede social global de entretenimento que permite a criação e o compartilhamento de vídeos curtos – anunciou a fusão com o Tik Tok. O objetivo da integração é fortalecer e criar uma grande comunidade em que os usuários possam criar, editar e compartilhar seus vídeos verticais em uma única plataforma. Os dois aplicativos fazem parte do mesmo grupo, a chinesa Bytedance, companhia líder na criação de plataformas móveis com recursos de Inteligência Artificial, que adquiriu o musical.ly em novembro de 2017.

“Esta fusão mostra o quanto acreditamos no Brasil como um grande produtor e consumidor de conteúdo. Queremos que os nossos consumidores/criadores tenham a rapidez e a praticidade para criar, editar e compartilhar os vídeos em uma única plataforma, não tendo que recorrer a múltiplos recursos externos”, afirma Stefan Heinrich, diretor regional do musical.ly na América Latina e Ibéria.

O Brasil está, atualmente, entre os cinco países que mais consomem o aplicativo. “Mensalmente, mais de 9 milhões de vídeos são criados no musical.ly Brasil. Isso corresponde a mais de 1 bilhão de visualizações somente no Brasil”, conta Raphaela Araújo, gerente de marketing da plataforma no Brasil. “As funcionalidades do Tik Tok aos poucos também estarão disponíveis no musical.ly. Os usuários não perderão nenhum dos seus ativos criativos e terão a chance de aumentar seu numero de seguidores com a fusão dos aplicativos. Nós adicionamos, recentemente, efeitos de som e novas ferramentas de edição, além da já existente integração com o Live.ly”, completa.

A rede social também anunciou, recentemente, o investimento de 50 milhões de dólares em um fundo destinado a criação de conteúdo digital na América Latina e Estados Unidos. O fundo de investimentos se concentrará na concessão de bolsas de estudo dentro de universidades com carreiras ou programas relacionados à comunicação, publicação e criação digital. As bolsas de estudo serão atribuídas ao talento que se destaca por sua criatividade e habilidades dentro do aplicativo.

Além das bolsas de estudo, o fundo de investimento possibilitará a existência de um mercado digital – em que os criadores possam se conectar com as marcas –, a cocriação de conteúdo para parceiros, e a projeção de novos talentos e desenvolvimento de criadores de conteúdo digital.