Foram mais de 250 startups participantes, do Brasil e do exterior, além de mais de 100 grandes empresas e 50 projetos científicos. Todo este processo de matckmaking rendeu à colombiana Viewy – que oferece uma solução de realidade virtual – a primeira colocação entre as startups mais atraentes para o mercado. Aquarela Analytics, Beenoculus, Opinion Box e Blu 365 completam a lista das top 5 do evento.

“Foi um prazer participar da Oiweek. A experiência irá ajudar a melhorar nosso pitch, assim como o nosso negócio, por conta do feedback recebido por parte das grandes empresas. Falamos com 33 companhias, que se mostraram muito interessadas em seguir com as conversas, e nossa expectativa é abrir mercado no Brasil”, destaca Juan Felipe Santos Vizcaino, fundador da Viewy.

“Um dos diferenciais desta edição foi o uso do aplicativo por quase 100% dos presentes, já que era por meio dele que os agendamentos das reuniões e avaliações eram feitos. Tudo em tempo real, o que permitiu o acompanhamento das interações durante todo o evento”, explica Bruno Rondani, CEO e fundador do movimento 100 Open Startups, responsável pela organização da Oiweek.

As empresas mais engajadas também foram reconhecidas. A Isa Cteep conquistou o primeiro lugar, seguida pela Dow, Philip Morris Brasil, Citrosuco e RV Ímola. Para o gerente de Inovação da companhia, Ricardo Kahn, a inserção nesse ambiente foi muito produtiva. “Ser reconhecida como a empresa mais engajada dentro do ecossistema é mais uma prova de que a inovação está incorporada à cultura da companhia como um valor organizacional central de sua estratégia”, comemora o executivo.

Simultaneamente às reuniões de negócios foram realizados diversos painéis, abordando temas como Impacto Social, Fintechs, Blockchain, Revolução no Varejo, IoT, Transformação Digital, Tecnologia da Saúde e Futuros Sustentáveis. Entre os participantes, estavam: Tulio Oliveira, Country Manager do Mercado Pago; Stephan Lampel, Presidente Powertrain, LATAM, da Bosch; Renato Freitas, fundador da 99; e Profº Sérgio Queiroz, Coordenador de Pesquisa e Inovação da FAPESP.

Pioneira em ajudar a criar esse movimento de conexão, a Oiweek cresce a cada ano e traz sempre novidades, as quais são replicadas pelo mercado. Nos últimos três anos foram mais de mil contratos firmados entre startups e grandes empresas, o que demonstra que o evento vem ganhando tração, impactando a todos que participam. “O encontro celebra o espírito colaborativo para a inovação, decorrente de um relacionamento que acontece ao longo de um ano. Nosso objetivo é fazer com que essas conexões deem certo e proporcionem histórias de sucesso”, finaliza Rondani.

Em meados de maio, o movimento divulgará o Ranking 100 Open Startups 2018, que identifica as startups mais atraentes na visão do mercado, prontas para receber investimento e realizar negócios com grandes empresas.

Espaço para cientistas

Nesta edição, a Oiweek deu espaço a projetos científicos de diversas instituições de ensino do Brasil, com o objetivo de conectá-las com grandes empresas. “O evento permitiu que as tecnologias desenvolvidas dentro das universidades fossem mostradas para as companhias presentes e investidores, promovendo uma conexão mais ativa dentro do ecossistema. E isso nos dá a esperança de encontrarmos os parceiros que precisamos”, comenta Prof. Newton C. Frateschi, diretor-executivo do Inova Campinas. Das tecnologias apresentadas, as que mais tiveram interesse por parte das empresas foram: Blast, Pranzi e Casca.

Vencedor do desafio J&J

A startup na área de biotecnologia Scheme Lab foi a vencedora do Desafio América Latina, realizado em parceria com o movimento 100 Open Startups. O anúncio foi feito durante o encerramento da Oiweek X.