* Por Felipe Oliva

Do More. Do Things That Were Previously Impossible

A primeira palestra que destacamos foi apresentada por Tim O’Reilly, fundador e CEO da O’Reilly Media, Inc., uma empresa de mídia especializada em tecnologia e inovação. O executivo, também autor do livro “WTF – What’s The Future and why it’s up to us” (algo como “Qual é o futuro e porque ele depende de nós”), levantou dois pontos principais na ocasião: sobre como a evolução da tecnologia irá impactar diretamente na nossa vida e a responsabilidade que temos nesse sentido.

O que O’Reilly comenta: “estamos fazendo a coisa certa, mas não pelo motivo certo”. Aqui, o executivo aponta que a tecnologia já é uma realidade e tem aberto caminhos para a evolução da humanidade. Como exemplo, o trabalho da Amazon, que hoje conta com mais de 45 mil robôs em suas fábricas, os quais trouxeram mais eficiência aos processos manuais ao substituir trabalhos humanos repetitivos e braçais.

O ponto mais interessante é que, diferente do que muita gente pode pensar, colocar tudo isso de robôs para ajudar nas fábricas trouxe mais empregos – os robôs, para quem tem curiosidade, trabalham lado a lado com 230 mil funcionários.

Mas qual a motivação errada nessa história? Seria algo que promoveria o contrário do realizado pela Amazon. De exemplo, O’Reilly comentou sobre um conhecido investidor do Vale do Silício que disse uma vez que estava investindo em uma startup, que tinha como objetivo substituir equipes de call center, reduzindo a força de trabalho em 30%.

Conclusão: a real motivação que devemos adotar para o uso da tecnologia é ganhar cada vez mais eficiência e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos. A palestra completa você confere aqui.

#Inovação é a palavra de ordem – Por que trabalhar com startups?

Outra palestra interessante que aconteceu nestes primeiros dias de evento foi a “How I Convinced My F500 to Work with Startups”, ou “Como convenci meu F500 a trabalhar com startups”, em tradução livre. As F500 são as conhecidas companhias que compõem a lista anual da Fortune, que reúne as maiores corporações dos Estados Unidos em termos de receita. Dentre os palestrantes, estavam: Hili Banjo, da Accenture Interactive; Evan Burfield, da Union; Kirk Coburn, da Shell Technology Ventures; e Sam Marshall, da Mobility X.

A palestra em si, como o próprio tema sugere, fala sobre como startups e empresas muito grandes (como as da Fortune 500) podem trabalhar juntas, e os desafios de conseguir que funcionários dessas grandes corporações engajem no relacionamento com startups.

Basicamente, o trabalho só funciona quando a proposta de valor da startup está alinhada com a empresa e se ela, de fato, irá resolver uma dor do funcionário. Uma boa maneira de alcançar esse sucesso é realizar programas de imersão de 90 dias, por meio do qual a startup pode estruturar melhor sua proposta de valor. Ou seja, se a proposta de valor estiver alinhada, as empresas vão investir, gerar negócios ou contratar startups. Essas empresas, por sua vez, devem ficar atentas para o nível de customização que atende companhias de grande porte como as Fortune500, para que não cause perdas ao seu negócio – nesse sentido, o certo é ser firme com qualquer tipo de personalização.

Você pode conferir o bate-papo que rolou na palestra aqui.

#Hora de crescer – Atraindo investimentos fora do Vale do Silício

Na palestra ministrada por Gordon Daugherty, da Capital Factory; Doug Pepper, da Shasta Ventures; Caroly Rodz, da Alice; e Brian Sharples, da Twyla Inc., o tema central era como atrair investidores sem que você precise viver no Vale do Silício, ou em outros grandes centros dos EUA como Boston e Los Angeles, para isso.

Alguns pontos levantados no debate dos palestrantes (de empresas texanas, por sinal) que mais chamaram a atenção – e que podem ser úteis para quem está começando:
– O principal erro de empreendedores é pensar pequeno (isso não atrai VCs);
– As oportunidades estão em todos os lugares e não apenas no Vale do Silício;
– Empreendedores, em primeiro lugar, precisam se preocupar em gerar valor para clientes e só então se preocupar com fundos de investimento;
– Não levantar mais dinheiro do que precisa: é importante levantar apenas o necessário, dividindo em diversos rounds, para não fechar oportunidades.

A palestra, você encontra aqui.

#Dicas de Esther Perel – O futuro do amor, luxúria e o escutar o próximo

A palestra dada pela psicoterapeuta belga Esther Perel foi uma das mais diferentes do evento, especialmente por conta do tema: relacionamentos pessoais. Sabemos que, no mundo dos negócios, esse é um fator que pode ser negligenciado em alguns momentos, mas que é de extrema importância. O que destacamos no bate-papo:

– Relacionamento entre pessoas é um dos assuntos mais relevantes para o ser humano e o futuro da sociedade, mas é um assunto muito pouco debatido. O tópico implica fortemente no nível de felicidade de todos os seres humanos e, exatamente por isso, influencia diretamente no futuro da sociedade como um todo;
– O grande fator de mudança foi a migração das comunidades (que antes viviam em tribos) para as cidades. A grande conquista do ser humano com essa transição foi a liberdade, algo que antes era inexistente. Mas, hoje, as pessoas estão mais isoladas e sozinhas;
– Por conta dessa solidão, uma pessoa (dentro de um relacionamento) coloca todas as expectativas no seu parceiro – situação essa que antes era resolvida por diversas pessoas na tribo. Resumo: a solidão cria expectativa nos relacionamentos íntimos e esse é um fardo muito grande;

– A procura do casal é um paradoxo entre segurança versus aventura, amor versus paixão. É preciso encontrar o equilíbrio em um relacionamento;
– Poder x vulnerabilidade: pelo histórico de evolução do ser humano, cabia ao homem o papel do poder, da tomada de decisão, e à mulher cabia a força da sexualidade e isso implicada na sua vulnerabilidade. Hoje, com o empoderamento feminino, não adianta só as mulheres ganharem força, as relações precisam evoluir junto, ou seja, o homem precisa evoluir também sua vulnerabilidade e capacidade de compartilhamento e expressão.

De acordo com a especialista, “a qualidade dos seus relacionamentos é o que determina a qualidade da sua vida”. E você, o que tem feito nos seus relacionamentos para trazer qualidade à sua vida?

O conteúdo completo, você confere aqui.

#O futuro é inteligente – Como a Inteligência Artificial (IA) pode transformar a indústria

A inteligência artificial não é um assunto novo, mas é um dos que ainda representa uma incógnita. Afinal, essa tecnologia possui um potencial enorme, mas que ainda precisa ser explorado pela indústria. Nesse sentido, os palestrantes Adam Cheyer, da Viv Labs; Daphne Koller, da Calico Labs; Loic Le Meur, da Leade.rs; e Nell Watson, da Singularity University, apontam as aplicações da adoção da IA.

Antes de mais nada, é preciso entender as principais diferenças entre a inteligência artificial e a inteligência humana. Um paralelo interessante sobre esse ponto é o funcionamento do programa Alpha Go, desenvolvido pela DeepMind (uma empresa do grupo Alphabet, também detentora da Google).

Por meio da inteligência artificial, foi criado um robô que analisava como um ser humano jogava e errava e, com isso, ele começou a ganhar do humano, porque conseguiu entender sua maneira de pensar e passou a prever seus erros. Em paralelo, o Google criou outro robô, também utilizando IA, mas este último não ganhou qualquer informação humana – ou seja, o programa jogava sozinho e aprendia com os próprios erros. O robô com IA sem input humano ganhou de 100 a 0 do robô com IA que aprendeu com erros humano.

* Felipe Oliva é Cofundador da Squid, plataforma de Marketing focada em Influenciadores e UGC.