Empresas que querem testar novas ideias e investir em inovação têm adotado design sprint na criação de produtos ou modelos de negócio eficientes. Essa metodologia criada pela Google Ventures e utilizada por diversas empresas do Vale do Silício — como Facebook, Spotify e eBay, por exemplo — foca em resolução de problemas para garantir que novos lançamentos estejam disponíveis no mercado em um curto período de tempo.

A Udacity, que lançou recentemente o curso online Nanodegree Design Sprint, compartilha algumas dicas de como empreendedores e profissionais podem aplicar o método para potencializar o crescimento de seus negócios. Renata Goldfarb, gerente de produtos da Udacity, explica em cinco passos:

1) Como montar a equipe ideal para design sprint? (Antes de começar)

O time é normalmente formado de quatro a sete pessoas que trabalham juntas durante todo o sprint. Em geral, o ideal é contar com posições como a do gerente de produto, um representante de marketing ou vendas, um responsável por atendimento ao cliente e um designer. Antes de dar início ao processo, é essencial eleger um dos participantes como “decisor” — aquele que fica responsável por decisões deliberadas em determinadas fases do processo. Geralmente, o decisor é um gerente de produto ou o CEO.

2) Como definir o desafio a ser priorizado? (Dia 1)

A metodologia inicia com o time discutindo possíveis problemas a serem resolvidos. Todos eles devem ser anotados em post-its, iniciando a frase por “Como nós poderíamos…?” (por exemplo, “Como nós poderíamos esclarecer para o público que não vendemos só camisas sociais?). Depois, cada membro do time recebe dois adesivos para colar nos desafios que quer resolver, e o decisor recebe quatro. Por fim, o time desenvolverá soluções (conceitos) para os problemas mais votados utilizando técnicas como jornada do usuário e inspiração em produtos que resolvem problemas parecidos no mercado.

3) Como decidir qual solução adotar? (Dia 2)

Os membros recebem uma cartela com adesivos para votar nos conceitos que mais fazem sentido para si. Definido o conceito vencedor, entramos na etapa de elaboração de storyboard: 8 a 10 passos (em desenho) de como desenvolver esta solução. Quanto mais rico for o detalhamento de cada passo, mais fácil será a construção do protótipo no dia seguinte.

4) Como construir meu protótipo? (Dia 3)

A equipe se reúne pela manhã para decidir quem ficará responsável por cada etapa desenhada no storyboard — e como há apenas um dia para construir o protótipo, é realmente importante que cada membro do time foque em uma tarefa.

Nesta etapa, é essencial fazer o produto ou serviço parecer tão verdadeiro quanto seria na vida real, mas não a ponto de fazer um design perfeito. Dentre os formatos possíveis de protótipo, você pode criar uma interface digital, um produto físico ou mesmo uma estratégia de marketing/vendas. É preciso escolher a ferramenta correta, seja um simples PowerPoint ou até mesmo programas como Keynote, Figma, Flinto e Marvel, além de impressão 3D (para produtos físicos).

5) Como realizar o teste de usuário? (Dia 4, o último)

O ideal é ter iniciado o recrutamento de testadores no segundo dia, para então no quarto dia realizar os testes. Consiga cinco testadores que representem seu público-alvo e colete as opiniões positivas e negativas do usuário, usando um roteiro de entrevista para garantir interações uniformes.

Para fechar o processo de design sprint, a equipe deve se reunir para examinar as opiniões dos usuários, agrupar as ideias e derivar tendências nas respostas, a fim de escrever um relatório sobre os aprendizados e definir próximos passos. Com isso, você está pronto para tomar uma decisão a respeito do seu protótipo: lançá-lo, mudá-lo ou melhorá-lo.