PUBLIEDITORIAL

De acordo com o Ministério do Planejamento, assim como aconteceu em 2017, as indústrias automobilística, de construção civil, energia e de alimentos puxarão a economia este ano. Para as construtechs, este ano é ainda mais desafiador: as mais de 250 startups desta indústria no País têm a missão de ajudar o crescimento do setor, que fechou o último ano com 44,9 pontos, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria. Abaixo de 50 pontos, o índice aponta retração no setor.

Deste modo, assim como em outros segmentos, como financeiro, jurídico e saúde, é em momentos como este que as startups chegam com suas tecnologias disruptivas e quebram paradigmas em seus setores. Agora, é a vez das Construtechs.

Para fomentar as startups deste mercado, a Andrade Gutierrez Engenharia, uma das maiores empresas do segmento da América Latina, lançou a aceleradora Vetor AG. “Com o propósito de se tornar uma empresa cada vez mais competitiva, ágil e criativa, a Andrade Gutierrez desenvolveu seu programa de inovação corporativa A2G – All Together Innovation, que visa fortalecer sua disciplina de valor: excelência operacional. A aceleradora Vetor é um dos programas do A2G e busca impulsionar o engajamento da empresa com o ecossistema de inovação e reforçar o seu comprometimento em fazer  inovação aberta”, explica Clarisse Gomes, Coordenadora de Inovação da Andrade Gutierrez.

A executiva explica que a Vetor é a primeira aceleradora de construtechs com aplicação de pilotos em escala real no País e marca um importante passo para uma Andrade Gutierrez mais aberta e inovadora. Com o objetivo de solucionar 11 desafios da operação da companhia, a Vetor é extremamente estratégica para a AG. “Além de potencializar a eficiência operacional da AG, ela possibilitará que a empresa tenha acesso às novas tecnologias que impactam o mercado de E&C e se aproxime de culturas mais flexíveis e ágeis.”

“A AG está em busca de startups em estágios seed ou venture com soluções de grande potencial para solucionar pontos críticos que foram identificados nas obras da empresa”, afirma Gláucia Alves, Superintendente de Inovação da Andrade Gutierrez.

Para Clarisse, o cenário das construtechs hoje no Brasil é promissor, principalmente com a popularização de tecnologias de IOT e VR que são muito aplicáveis nesta indústria. “Porém, temos grandes desafios na adaptação da solução para o ambiente de construção pesada, que frequentemente apresentam dificuldades no acesso à rede de internet, além de condições ambientais instáveis”, explica.

Alguns dos desafios propostos pela empresa são: Tecnologia para concreto; Gestão de frota e equipamentos; Apontamentos de produtividade em campo; Solda e tubulações; Trabalho em altura e andaimes; Sondagens de solo; Testes de qualidade de materiais; Gestão de canteiros; Gestão de almoxarifado; Produtividade da mão-de-obra direta e Plantio e recuperação ambiental.

Existem muitas oportunidades de implementação de tecnologias em toda a cadeia de valor da construção, desde a fase de planejamento até a fase de operação das obras. “Na fase de planejamento, por exemplo, pode-se utilizar a inteligência artificial para definição do melhor modelo construtivo, e na fase de construção, a IoT é extremamente útil para agilizar a tomada de decisão no canteiro. A abordagem não deve ser isolada, nem da fase, nem da tecnologia, pois o maior potencial está na convergência tecnológica”, completa a Coordenadora.

Para participar do programa, as pessoas jurídicas devem ser devidamente constituídas no Brasil ou no exterior, estarem em início de atividade e investirem em temas inovadores voltados para as áreas de serviços e produtos para a construção civil, engenharia e infraestrutura construtech.

As inscrições vão até 11 de março, e a seleção das ideias participantes até dia 1 de abril. As startups participantes serão residentes da aceleradora entre 23 de abril e 28 de setembro e em outubro, as aceleradas apresentarão seus pitches em um Demo Day.