Vislumbrando um cenário de aceleração econômica do país, a Hash lab, startup especializada em soluções de meios de pagamento, desenvolveu a Hash Payment Plataform, um hub capaz de conectar diversos players do ecossistema de pagamentos. Esse hub é uma maneira simples para que qualquer empresa se torne em um intermediador de pagamentos.

“A finalidade desse hub é facilitar o acesso ao ecossistema de pagamentos, assim as empresas ficam mais focadas em oferecer soluções e novos produtos para seus clientes, e nós, cuidamos do operacional do dia a dia em termos de tecnologia e pagamentos”, diz João Miranda, cofundador da empresa. “Esse conjunto de tecnologias conectadas resulta em uma plataforma focada em viabilizar e otimizar soluções de pagamentos integradas a diversos serviços para empresas que possuam redes de estabelecimentos. Ajudamos nossos clientes/parceiros em seu principal desafio: rentabilizar sua rede. Nós transformamos nosso parceiro em um provedor de serviços de pagamento (PSP) integrado a soluções que geram valor para estabelecimentos.”

Na plataforma há soluções de gerenciamento de recebíveis, divisão de pagamentos, hierarquia de comissionamento entre vendedores/distribuidores, gerenciamento de cobranças, captura de transações de mundo físico, cashback, concilação, wallet, pagamentos de boleto, emissão de boletos, transferências bancárias, entre outras.

De acordo com Thiago Arnese, também fundador da empresa, a plataforma não possui nenhum concorrente que ofereça exatamente os mesmos serviços. “Nosso maior diferencial é que já abstraímos todas essas integrações com parceiros. Quando uma empresa nos contata para utilizar determinado parceiro, realizamos toda a integração, gestão e a conciliação dessa nova solução diretamente em nossa plataforma, facilitando a comunicação e agilidade entre os soluções.”

O empreendedor explica ainda: “Se, por exemplo, um cliente nosso utiliza a adquirente A junto com o fornecedor B de hardware, eles conseguem, de maneira rápida e simples, adicionar um novo serviço de cash back, por exemplo, sem que ocorra nenhum transtorno na hora da venda. Conectamos soluções, unificando-as com a Hash Payment Plataform”.

Criação

Assim como qualquer negócio, a Hash surgiu de um problema que identificado no mercado: Conectar tecnologias do ecossistema de pagamentos. “Hoje no Brasil, o mercado físico de pagamentos é muito mal atendido no quesito de soluções, basicamente existe uma grande briga por taxas e a adquirência por si só já é quase uma commodity. Em contrapartida, existem diversas empresas que possuem grandes redes e/ou soluções que geram muito valor para comerciantes e estabelecimentos (redes atacadistas, venda direta, sub adquirentes, empresas de factoring, distribuidores, redes de franquias, sistemas de nichos, etc)”, explica Thiago.

O que a startup faz, basicamente, é transformar essas empresas que geram valor para o estabelecimento comercial em provedores de serviço de pagamento, com isso elas monetizam sua receita através de soluções de pagamento e ainda conseguem entregar uma solução completa para mundo físico.

“Para ter ideia, nos Estados Unidos que possui um mercado muito mais maduro em termos de pagamentos, existem mais de 1000 soluções em que o pagamento faz parte da solução end to end. O papel da Hash no Brasil é democratizar a tecnologia do ecossistema de pagamentos, assim qualquer empresa pode virar um provedor de serviço de pagamento sem complicação”, diz.

Dentre os benefícios oferecidos para seus clientes, a empresa destaca o ganho financeiro que é possibilitado no potencial transacional e menor inadimplência. Tudo porque na plataforma o cliente/intermediador de pagamento é o dono dos recebíveis de seus clientes e pode descontar a comissão no momento da venda, tirando-a diretamente da fonte, com autonomia e controle. É possível garantir a total gestão dos recebíveis e a tecnologia, uma vez que a plataforma é flexível e permite a melhor solução ponta a ponta variando conforme mercado específico. Alguns exemplos de mercados: bilheterias, venda direta, franquias, sub adquirentes, distribuidores e atacados.

Mercado

A startup, fundada oficialmente em maio de 2017, recebeu aporte do fundo Canary, um fundo de investimento criado por empreendedores brasileiros dispostos a motivar o cenário empresarial brasileiro. “Estamos utilizando esse investimento para acelerar a formação da equipe inicial da Hash, focando em poucas pessoas com grandes habilidades, especialmente na área de desenvolvimento”, diz João.

Sobre o mercado de fintechs no Brasil, o empreendedor diz acreditar que os negócios cada vez mais serão globais, “como empresas brasileiras expandindo operações para fora do país e empresas estrangeiras vindo para cá, queremos ser a ponte que viabilize tais negócios, como uma plataforma global do ecossistema de pagamentos.”

A expectativa é que até o final de dezembro de 2018, o faturamento processado pela Hash no ano ultrapasse R$800 milhões. Em 2017, a Hash transacionou R$6 milhões com 800 parceiros na rede.”O Ano de 2017, mesmo com o volume alto, foi um ano para pilotar a solução”, afirma Thiago.

Em 2018 o objetivo é escalar a força de vendas em parceria com os parceiros (fornecedores de hardware, adquirentes, emissores de cartão etc.), e buscar mais soluções que gerem valor para estabelecimentos para integrar ao sistema da startup, como integrar soluções de loyalty e ingressos. “Com isso, além de ter uma melhor oferta para nossos clientes, estamos também trazendo novas linhas de receitas pra eles, aumentando a rentabilidade da base que já temos. Acreditamos a mudança do ecossistema de pagamentos será por soluções como a dos nossos clientes, por isso precisamos sempre oferecer o melhor produto para eles”, completa.