* Por João Zanocelo

Designers, apertem os cintos. 2017 já acabou, então nós do BossaBox resolvemos fazer um artigo recheado de tendências importantes e screenshots pra te ajudar a começar 2018 com o pé direito e com muitos jobs pra fazer.

Sem muita demora, vamos às 5 tendências importantes de Web Design para 2018!

1. Layout fora do grid

Como designers, adoramos simetria e padrão em nossas artes. Movemos de pixel em pixel até que o elemento fique perfeitamente posicionado. Qualquer imperfeição deve ser eliminada com cautela e precisão. E como web designers, usamos o famoso grid como um parceiro fiel que nos proporciona simetria absoluta para nossas criações.

Contudo, com a “democratização” do design, o mercado busca por novos diferenciais e maneiras de ser engajado. E assim, o grid deixa de ser nosso parceiro, e passa a ser um obstáculo que padroniza tudo, até demais.

Dessa necessidade de se destacar em um mercado normalizado, surge uma tendência: pensar fora da caixa, literalmente. Designers progressistas começam a redimensionar os limites do grid, criando artes maravilhosas com sobreposições entre tipografias e imagens, buscando sempre mais fluidez e dinamismo.

Sair do grid oferece novas oportunidades para criatividade e storytelling em um mundo cada vez mais competitivo.

 

 

 

2. Scroll como forma de contar histórias longas

Scroll não é coisa nova. Desde a criação da internet como a conhecemos, usamos o scroll como ferramenta importante de navegação e interação com plataformas digitais.

E com a introdução e popularização dos smartphones, essa ferramenta se torna cada vez mais familiar e intuitiva. Estamos acostumados a “scrollar” conteúdo no Facebook, Instagram, até mesmo no 9Gag.

Essa familiaridade em rolar a página eternamente no mobile começa a estar mais presente no desktop também. Designers criativos estão começando a usar o scroll como elemento crítico no storytelling.

Além de ser uma experiência bem melhor para o usuário (visto que ele não tem que ficar navegando por meio de headers e calls to action), também representa uma vantagem competitiva para a empresa, já que longos conteúdos são ótimos para SEO.

3. Skeumorflat

A uns anos atrás, presenciamos a queda do design skeumórfico e vimos a ascensão do famoso design flat. A busca por simplicidade e excelência em UX fez com que os botões 3D fossem substituídos por cores mais sóbrias e planas.

 

Isso gerou uma disparidade de opiniões entre os que amaram o minimalismo e intuitividade do novo estilo flat; e os que odiavam o “simplismo” exagerado da nova norma, que fazia com que todo site ou aplicativo perdesse sua personalidade única.

2018 será um ano de meio termos. Ambos os estilos, skeumórfico e flat, começam a se fundir em uma mistura de cores vibrantes e discretos efeitos tridimensionais que proporcionam um senso de materialidade às interfaces.

Veremos cada vez mais sombras discretas que dão uma impressão de profundidade e o uso de gradientes leves para agregar materialidade aos elementos. A ideia é usar um pouco do realismo do estilo skeumórfico, junto ao minimalismo e facilidade do estilo flat.

 

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4. Ilustrações = new heroes

Ilustrações começam a aparecer cada vez mais no cenário de UI Design. Profissionais passaram a substituir as famosas fotos do Pexels e Screenshots de produto e passaram a colocar lindos desenhos como elemento above-the-fold.

Ilustrações são muito poderosas em trazer conceitos abstratos da sua marca a uma realidade mais tangível e vívida.

Além disso, como apontado por John Moore Williams, estrategista de conteúdo da Webflow, as ilustrações resolvem um problema de representatividade muito sério das fotos. Quando definimos uma foto de uma pessoa para ser a capa de um site, aquela pessoa passa a personificar o tipo de usuário que se busca atender e faz com que outros usuários (mesmo que se encaixem no perfil psicográfico) se sintam não representados.

Já quando falamos de ilustrações, fica mais difícil de projetar sexualidade, raça, nacionalidade e até mesmo sexo, fazendo com que uma maior quantidade de pessoas se sinta representada por aquilo que está consumindo.

 

 

5. Formulários conversacionais

Esse é o tipo de assunto que eu sempre sinto que não escrevi o suficiente. É tão relevante que as vezes parece que faltam palavras que possam expressar a sua real importância.

Bom, esse assunto é o crescimento das Interfaces Conversacionais.

Interface conversacional é aquela em que todas as ações do usuário são manifestadas por meio do uso de palavras ao invés de cliques em botões, menus, Calls To Action. Tudo isso é trocado pelo ato mais natural do ser humano: conversar.

E é justamento por isso que elas são tão relevantes. É extremamente intuitivo. O usuário não tem que entender nada, é só digitar alguma coisa e a inteligência, seja ela básica ou complexa, faz o resto por você.

Um exemplo pra ficar mais tangível. And Chill é um bot de Messenger que tem uma função: te dar recomendações de filmes baseado em suas preferências. Ele funciona assim: você clica no link, entra no messenger e diz olá. Você vai automaticamente receber uma mensagem te pedindo pra falar o seu filme favorito e porque você gosta tanto dele. Depois de alguns minutos, o bot seleciona uma série de títulos que tenham a ver não só com o gênero do seu filme, mas também com a sua justificativa. Detalhe, ele te passa todos os trailers e se você fala “me conte sobre [título]”, ele te passa uma sinopse completa. Dá uma olhada, você vai entender a magnitude do que eu estou querendo dizer.

É genial. Nada de aplicativos, nada de “selecione abaixo os filmes que você gosta”, nada de botões, nada de ir e voltar e ir de novo, nada de barra de pesquisa. Tudo que você tem que fazer é conversar. É por isso que interfaces conversacionais são tão importantes.

Interfaces conversacionais são o futuro do UX. Ah, o BossaBox já começou a sua.

BÔNUS! A uxdesign.cc montou uma lista dos bots mais legais que ela viu em 2016.

BÔNUS 2! Dá uma olhada no uxchat.me, um ChatBot que te ajuda a aprender coisas novas de UX Design. Bem legal.

BÔNUS 3! O BossaBox é uma plataforma que conecta clientes que precisam de software a designers, desenvolvedores e gerentes curados e preparados para desenvolver o seu projeto. Então se você é um designer ou programador, comece a receber demandas estruturadas e planejadas. Ou se precisa de um software, você consegue orçar seu projeto hoje mesmo.

Muito obrigado pela atenção. Qualquer questionamento ou feedback, pode me chamar no meu email – joao@bossabox.com

Valeu!


João Zanocelo é fundador bossabox.com e responsável pelas áreas de Design de Produto e Crescimento. Escreve sobre empreendedorismo, marketing e UX.