Em outubro deste ano, a Nextel – uma das maiores operadoras do Brasil, anunciou em seu site que descontinuaria suas operações de rádio no país, serviço que foi o carro-chefe da empresa por muitos anos. A tecnologia iDEN (Integrated Dispatch Enhanced Network), que popularizou o serviço da companhia, será encerrado completamente no fim de março de 2018. Os clientes da companhia serão migrados até esta data para o Serviço Móvel Pessoal 3G/4G.

Há também um estudo divulgado por Joseph Grenny e David Maxfield, autores do bestseller do New York Times, Conversas Cruciais, em 2016, estima que uma comunicação empresarial mal sucedida chega a custar uma média de 7.500 dólares por conversa, por conta da perda de tempo e recursos. E para as empresas que trabalham com equipes distribuídas em diversas localidades, coordenam times e fazem com que todos estejam alinhados constantemente, o desafio é ainda maior.

De olho nessa necessidade, surgiu o BiPTT – plataforma que transforma qualquer smartphone, tablet ou computador, em um rádio Push-to-talk, utilizando redes mobile comuns. Com tecnologia própria, a plataforma traz todas as funcionalidades de um rádio corporativo, com diversas funcionalidades e facilidades adicionais aos usuários, oferecendo uma solução de comunicação corporativa rápida e em tempo real, gerando mais economia, controle e rentabilidade.

“A história da startup começou quando recebemos a demanda para resolver um problema específico de comunicação interna para um cliente da Target Solution, empresa onde o biPTT nasceu. No processo de desenvolvimento desta solução, percebemos que estávamos diante de um projeto muito maior do que havíamos imaginado”, explica Edgar Crespo, cofundador da plataforma.

Quando os fundadores perceberam que a plataforma que estavam desenvolvendo tinha o potencial de solucionar as principais “dores” ligadas à comunicação de tempo real interna de diversos setores de indústrias e serviços, decidiram transformar o projeto inicial em um produto com personalidade e identidade próprias.

A startup está sendo lançada agora, no final de 2017, mas o projeto já está em desenvolvimento desde 2013. “A biPTT é um spin-off da Target, que licenciou a sua tecnologia de push-to-talk com a finalidade de criar uma solução simples e acessível para PMEs em todo o Brasil”, diz o cofundador.

“Diferentemente de outras alternativas, como rádios convencionais, o biPTT integra as equipes de trabalho com facilidades que vão além da voz, como geolocalização, intinerários, gravação, log de chamadas e uma gestão, centralizada e orientada para negócios, de toda a plataforma. Tudo isso é feito através de canais de comunicação criptografados e com baixa latência e consumo de banda. Outra coisa importante do ponto de vista tecnológico, é que o biPTT é uma solução em nuvem (cloud), ou seja, basta instalar, criar a rede biPTT de sua empresa e começar a falar. Não é preciso fazer nenhum investimento em infraestrutura para ter sua equipe se comunicando de maneira mais eficiente.”, comenta Edgar .

De acordo com o cofundador, o serviço da startup se diferencia de outros serviços de voz utilizados em smartphones porque a troca de mensagens de áudio se dá em tempo real, sem a necessidade do usuário atender ou tocar a mensagem para que ela seja ouvida. Além disso, o biPTT é um sistema projetado para o uso empresarial, o que agrega uma série de facilidades na administração centralizada e no acompanhamento da operação dos usuários da solução. “Podemos citar também o controle de equipes por geolocalização. Facilidade que oferece ao gestor um controle mais preciso e dinâmico de suas equipes de campo, reduzindo custos e otimizando os processos”, diz.

A empresa investiu desde o início no sistema Push-to-Talk over Cellular (PoC), a evolução do Push-to-Talk, que funciona por meio das redes 3G, 4G, LTE e Wi-Fi. Por utilizar as redes de internet móvel, o BiPTT resolve o problema de integração, pois usuários de diferentes operadoras podem comunicar-se entre si, além daqueles que não estão na rede de nenhuma operadora, e sim utilizando o Wi-Fi.

“Queremos oferecer uma solução para empresas que precisam de comunicação instantânea e eficiente, para o controle e coordenação de suas operações. Os desafios que os times operacionais enfrentam diariamente não permitem mais que sistemas de comunicação inadequados sejam utilizados. A simplicidade e a objetividade do uso da voz instantânea é o caminho para tornarmos as comunicações para equipes de trabalho mais rápidas e claras”, reforça Paulo Florêncio, Diretor Comercial do BiPTT.

A empresa ainda não recebeu investimento, mas pretende começar 2018 com uma rodada de investimento. Atualmente, são mais de mil PMEs no Brasil utilizando a solução da startup. “Estamos crescendo rápido e recebendo mais de 50 novos pedidos de testes por dia”, diz Edgar. Para 2018, a empresa almeja chegar a 10 mil clientes até o fim do ano, além de realizar testes da plataforma em outros países da América Latina.