* Por Thiago Lima

As taxas de mortalidade de startups no Brasil são alarmantes e chamam a atenção de quem está empreendendo ou deseja começar um negócio deste tipo: cerca de 18% das novas startups fecham em até dois anos de operação, e 67% encerram suas atividades entre dois e cinco anos, segundo pesquisa do Startup Farm.

Mas quais providências as novas startups estão tomando para driblar essas estatísticas? No meu caso, na startup LinkApi, que automatiza a integração de plataformas para e-commerce, estudo de mercado aliado à uma boa ideia e planejamento foram essenciais para estabelecer o negócio que, em apenas 7 meses, já havia faturado o seu primeiro milhão e conquistou grandes players do seu nicho de atuação.

Faturamento não é sinônimo de maior longevidade do negócio, mas, sem dúvidas, é um indicativo de que a estratégia adotada pela empresa está dando resultados e, aliado à uma gestão inteligente, é uma ótima medida para diminuir as chances de falência.

Para facilitar a rotina de empreendedores, que assim como eu estão no início de operação da empresa, ou até mesmo que estão planejando a criação de uma nova startup, listei os principais pontos que ajudam a estruturar o negócio no seu primeiro ano de funcionamento.

Estudo de mercado – O primeiro passo para prevenir riscos é a escolha estratégica do mercado de atuação. “Ao criarmos o LinkApi estipulamos como meta estar presente em mercados que movimentam mais que 1 bilhão por ano. Assim, diminuímos o risco de criar algo grandioso para poucas empresas”, conta o CEO.

Valide suas ideias – Outra etapa essencial na estruturação de uma startup é a validação da ideia do negócio. Vale buscar informações de ideias similares aplicadas em outros países, realizar testes, tudo que agregue segurança, diminuindo os riscos e auxiliando, até mesmo, em aumentar o tempo de retorno do investimento.

Estabeleça métricas, acompanhe e mude-as se necessário – As métricas para mensurar os resultados devem ser estabelecidas de acordo com as especificidades de cada negócio, além disso, é importante não somente acompanhá-las como modificá-las, sempre levando em consideração as mudanças que possam ocorrer na startup e os feedbacks coletados.

Atendimento impecável – É necessário oferecer uma operação que garanta o sucesso do cliente final, e isso inclui um atendimento de qualidade. “Muitos negócios falham não por causa do produto, mas sim porque os fundadores pensam que tudo deve ser automático e self-service e se esquecem que o ponto crucial para conquistar os clientes é ter pessoalidade em seu negócio, ou seja, uma pessoa tratando com outra pessoa”, explica Thiago.

Retenção de clientes – Outra tática é pensar na estruturação do negócio de uma forma que a saída recorrente de clientes seja evitada. A venda de soluções complementares, ou de um produto exclusivo para determinado mercado são algumas das ações indicadas.

* Thiago Lima é  especialista em inovação digital e CEO do LinkApi – startup que faturou o seu primeiro milhão em sete meses