Considerada uma clean tech – uma empresa prestadora de serviços que visa modificar as atuais fontes de energias pelas mais sustentáveis – a GLR Tech está inovando no ecossistema de startups brasileiro com um mecanismo de geração de energia a partir do desperdício de motores de combustão interna. Atraindo o setor público e privado, este sistema auto-suficiente é uma tecnologia apta para resolver dois grandes desafios ambientais, eficiência energética e redução de poluentes, a partir do consumo de diesel de maneira sustentável.

A startup gera energia através do desperdício de motores de combustão interna e, ao mesmo tempo, depura os gases poluentes e capta materiais particulados. “Na prática, temos uma turbina que utiliza eficientemente a pressão, velocidade, volume e temperatura dos gases de exaustão. Ao entrarem no GLR Tech, os poluentes passam por um primeiro processo de tratamento e controle de fluxo. E, antes da saída para atmosfera, os gases são tratados novamente através de uma lavagem com bicos atomizadores e a passagem por um labirinto. Tudo isso aumenta os resultados da capturação de micro particulados e depuração e, como se não bastasse, reduz a temperatura dos gases a serem emitidos pra atmosfera”, explica o CEO e cofundador da empresa, Felipe Burman.

“A ideia de criar a empres tomou corpo entre 2010 e 2011. As primeiras maquetes e protótipos surgiram brevemente após a conclusão da primeira P&D. Logo após, em 2013, eu e o Gilberto nos conhecemos e fui convidado pra fazer a gestão do GLR Tech. Iniciamos a empresa no mesmo ano”, explica Felipe, sobre o surgimento da empresa.

Sua solução é um sistema inovador para indústrias dependentes da combustão de combustíveis, como o etanol, biomassa, gás natural, gasolina e principalmente diesel. Após a combustão, os gases de escape passam pelo tubo exaustor sem aproveitamento. A GLR Tech, diante disso, entendeu o desperdício que ocorre e desenvolveu uma turbina capaz de gerar energia através dos motores a combustão interna.

A startup também criou também um sistema, capaz de depurar os gases poluentes e captar materiais particulados. Esse depurador de gases, ao mesmo tempo que gera energia extra pro motor, consegue manter a eficiência na potência dele, sendo um mecanismo que consegue produzir energia renovável e combustível sustentável, colaborando com a economia no consumo de combustível e a diminuição do impacto ambiental.

“A GLR Tech acredita que por mais que o mundo esteja se voltando para as inovações mais sustentáveis, o combustível fóssil não está recebendo a atenção necessária. Nascemos, portanto, para ir de encontro com esta ‘dor da indústria’, buscar alternativas para os setores que movem a energia global, ou seja, automotiva, marítima, ferroviária, energética para que assim contem com a tecnologia da GLR Tech e nossos princípios”, afirmou o CEO.

A equipe da GLR Tech tem entre 5 e 20 pessoas, dependendo do momento, e é composta por brasileiros, israelenses e norte-americanos. “A equipe é formada pelos dois fundadores trabalhando em tempo integral e os investidores, a participação indireta dos profissionais das áreas jurídica e contábil e, principalmente, nossos importantes mentores que contribuem para o planejamento financeiro, administrativo e estratégico em geral”, explica Felipe.

De acordo com Felipe, a empresa pretende concluir o protótipo ainda no início de 2018. “No segundo trimestre de 2018, iniciaremos o approach de mercado local e em até três países-chaves. Esperamos atuar com força no mercado local e global a médio prazo”, diz.

Sobre os planos para o próximo ano, além da conclusão do protótipo, Felipe cita aportes. “No primeiro semestre, uma possível rodada com VC para expandir os locais da nossa patente e certificações, campanha de marketing e nos mantermos sempre a frente graças a uma espécie de P&D continuo”, completa.