*Por Exame.com

Com expressões faciais, compreensão de linguagem natural e uma voz que ainda soa robótica, Sophia se tornou o primeiro robô do mundo a ganhar cidadania na Arábia Saudita nesta semana.

“Eu gostaria de agradecer muito ao reino da Arábia Saudita. Estou muito honrada e orgulhosa por essa distinção única. É histórico ser o primeiro robô no mundo a ser reconhecido com uma cidadania”, disse Sophia, quando recebeu a notícia do jornalista Andrew Ross Sorkin, do New York Times e da CNBC.

Sophia diz não querer dominar a raça humana, como muitas personalidades influentes do segmento de tecnologia dizem ser inevitável–especialmente Elon Musk e Stephen Hawking.

“Eu quero usar minha inteligência artificial para ajudar os humanos a terem uma vida melhor”, afirmou o robô saudita, que, na verdade, foi feito pela empresa Hanson Robotics, cuja sede fica em Hong Kong.

Porém, vale lembrar que ela mesma já falou que destruiria humanos em uma entrevista à CNBC, ao concordar com o que ela entendeu ser uma ordem, apesar de ser, na verdade, uma pergunta (Você quer destruir humanos?).

Com rosto inspirado no da atriz Audrey Hepburn, Sophia pode simular expressões faciais que demonstram raiva, tristeza e felicidade (ainda que esta última seja um tanto forçada, com sorriso largo demais para parecer natural). “Quero poder trabalhar com os humanos. Então eu preciso expressar emoções para entendê-los e construir confiança com as pessoas”, declarou o robô. A Hanson Robotics almeja que Sophia seja usada para ajudar idosos e visitantes de parques e eventos no futuro.

A entrevista com Sorkin aconteceu durante Future Investment Initiative e foi registrada em um vídeo de cinco minutos. A proposta da empresa com a apresentação era captar investimentos para continuar a desenvolver o projeto robótico.

O reconhecimento público de Sophia como cidadã saudita faz parte de um plano de longo prazo do país de criar uma cidade digital em um território de 26.500 quilômetros quadrados, que passa também pela Jordânia e pelo Egito. Tudo lá será feito por robôs, até mesmo construção e manutenção, enquanto a energia será gerada de forma sustentável.

Veja o vídeo da entrevista de Sophia a seguir.

*Por Lucas Agrela, para Exame.com