* Por Vinícius Andrade

Se todos que consideram ampliar seus negócios para uma escala global vissem a lista de riscos e prejuízos que podem ocorrer logo de imediato, nenhuma empresa nacional cruzaria nossos 23 mil quilômetros de fronteiras. Digo isso pois se adaptar para o mercado estrangeiro vai além de limites linguísticos ou legais. Exige uma percepção do todo e, muitas vezes, pensar em mudanças drásticas podem acarretar em mais perdas do que ganhos.

Modificar os produtos, adaptar estratégias, ajuste dos modelos de preços, adaptação da distribuição e das abordagens de vendas, além de todo um replanejamento dos programas de marketing, são fatores que, sem recursos para serem cuidadosamente planejados, podem resultar em atrasos e prejuízos.

Qualquer empresa que tenha o objetivo de crescer nos próximos anos precisa considerar também suas opções internacionais. O número de trilhões de dólares que estarão em jogo nos mercados emergentes na próxima década é alto, e eu acredito que todos queiram uma parte desse todo. Precisamos usar a universalização e a horizontalidade que a internet nos oferece. Foi isso que eu fiz.

Com a mentalidade de transformar o global e local, hoje vendemos produtos apenas para brasileiros com sellers em 15 países. Primeiramente eu busquei entender o product/market kit e fui atrás de quem traria o volume que o negócio precisaria para transacionar. Na sequência, procurei compreender como funcionavam os maiores marketplaces do mundo para conseguir estruturar e escalar meu negócio.

O quesito que foi essencial para toda essa ampliação foi quando encontramos uma vantagem que a nossa empresa não tinha perante as outras desse segmento. Convidamos, por fim, os sellers estrangeiros a venderem no Brasil. Eles vieram com o conhecimento e nós oferecemos toda a parte operacional.

O resultado foi uma ampliação segura e que ainda nos traz resultados positivos. Por fim, pensar em aplicações de estratégias macro e aplica-las no micro, nos proporcionou ampliar o alcance e o crescimento também. Saímos para fora, mas sempre munidos de um guarda-chuva.


Vinícius Andrade é CEO da Vesteer, maior plataforma de criação, venda e distribuição de produtos personalizados em todo o Brasil.