Inovar na área educacional é primordial para estimular e facilitar o desenvolvimento do ensino. Uma das práticas mais comuns é despertar no estudante a necessidade de empreender, principalmente para atender às variadas demandas de um mundo cada vez mais tecnológico e dinâmico.

Pensando nisso, a FACIG, faculdade de Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, criou o Coffee Valley, um centro de incubação de startups e coworking voltado para a comunidade acadêmica da região. O nome do espaço foi inspirado em outros polos de inovação tecnológica, como o Vale do Silício, nos Estados Unidos e San Pedro Valley, em Belo Horizonte, mas mantém relação com a essência da cidade, cuja economia é baseada na produção cafeeira.

Ao todo, foram investidos R$ 120 mil para a concepção do espaço. A direção da FACIG enfatiza que o Coffee Valley tem grande potencial para se tornar um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos negócios, já que a faculdade concentra 17 cursos de graduação de diferentes áreas. O resultado do primeiro edital de seleção para ocupação do espaço foi divulgado e as primeiras empresas foram selecionadas neste mês.

Tradicionalmente, instituições de ensino mantém espaços dedicados à experimentação dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Diferentemente disso, nas incubadoras ou aceleradoras de empresas, os alunos desenvolvem projetos empresariais de qualquer área e ainda recebem o apoio técnico e financeiro para conseguir apresentar o seu negócio ao mercado.

“Esse suporte faz toda a diferença já que muitas empresas criadas no Brasil encerram suas atividades em poucos anos após a abertura. Isso se dá por vários fatores, entre eles, a falta de experiência e de apoio nos primeiros anos”, explica o diretor da FACIG, Thales Reis Hannas. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, apenas uma em cada quatro startups sobrevivem aos cinco primeiros anos.

Segundo Thales, o Coffee Valley nasceu como espaço colaborativo de inspiração, criatividade e tecnologia. “Será um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento de soluções das startups onde os participantes receberão consultoria fiscal e tributária e na área gerencial”, destacou. As equipes terão cursos, palestras, workshops e networking com outros empreendedores e comunidade de startup. “É um impulsionamento importante para quem está começando, já que até as despesas com água, energia, internet, limpeza e segurança serão de responsabilidade da incubadora. Em contrapartida, as empresas cederão até uma pequena porcentagem de seu capital social”, explicou o diretor. Cada empresa poderá ficar incubada por até um ano.

No início deste mês, os integrantes das quatro startups aprovadas no edital de ocupação se encontraram na sede do Coffee Valley e participaram de um bate-papo informal, trocaram as primeiras experiências e compartilharam as expectativas para 2018. As primeiras empresas selecionadas vão desenvolver projetos nas áreas de educação, saúde e alimentos.