A Uber comprometeu-se com o Egito, apesar dos desafios apresentados pelas amplas reformas econômicas e pela inflação registrada, informou a empresa na terça-feira, anunciando investimentos de US$20 milhões em seu novo centro de apoio no Cairo.

A libra egípcia perdeu a metade do seu valor e os preços dos combustíveis subiram cerca de 50% desde que o país norte-africano flutuou a moeda em novembro como parte das reformas exigidas pelo Fundo Monetário Internacional em troca de um empréstimo de US$ 12 bilhões destinado a revitalizar a economia.

“Essas reformas não alteram de forma alguma o compromisso da Uber com o Egito. Estamos aqui para ficar e continuaremos a investir para poder servir os cidadãos aqui”, disse o chefe da Europa, Oriente Médio e África, Pierre-Dimitri Gore-Coty (foto).

O Egito vem trabalhando para atrair investidores estrangeiros que fugiram após uma revolta de 2011, incluindo várias reformas econômicas e uma nova lei de investimentos que oferece incentivos aos empresários.

“Essas reformas criaram uma série de desafios, muito claramente, e em particular para os motoristas. O custo de dirigir um carro e gerir um negócio aumentou muito”, disse Gore-Coty.

A inflação mergulhou nos últimos dois meses depois de atingir um recorde em julho, mas ainda estava acima de 30% em setembro.

A Uber teve que fazer negócios com concessionárias de automóveis locais para fornecer aos seus motoristas veículos acessíveis e ajustar seus preços de passeio para garantir que seus trabalhadores não fossem atingidos com muita força pela inflação, disse o chefe regional.

A empresa com sede em São Francisco abriu o seu novo Centro de Excelência do Cairo na terça-feira e disse que gastará US$ 20 milhões nas instalações nos próximos cinco anos para melhorar o serviço da Uber em toda a região. A Uber tinha 2 milhões de usuários e deu empregos a 60 mil motoristas no Egito no ano passado, acrescentou.

A empresa também está em negociações com o governo egípcio para lançar um serviço nacional de ônibus com o objetivo de reduzir o congestionamento do tráfego do país.

* Fonte: Reuters