O Walmart está prestes a usar a Inteligência Artificial de uma das maneiras mais inusitadas possíveis. De acordo com um documento de patente, a rede, uma das maiores de varejo do mundo, está desenvolvendo uma tecnologia que pode identificar se os clientes estão infelizes ou frustrados. Provavelmente, ele usará câmeras de segurança e de pagamento existentes para ler os rostos.

Desta forma, a companhia poderá indicar se um consumidor está pouco satisfeito ou infeliz dentro de seu estabelecimento, oferecendo assim ofertas e sugestões de produtos que possam “aumentar o nível de felicidade” nestas pessoas, ou pelo menos a aparência delas. Por outro lado, esta mesma tecnologia poderá monitorar o nível de felicidade dos funcionários das lojas Walmart, o que pode fazer com que a empresa opte por dispensar aqueles colaboradores menos animados com seu dia a dia de trabalho.

“Na vida real, eu podia ver os funcionários do Walmart aparecendo do nada cada vez que um adolescente recebe um texto de sua namorada ou um pai correndo com quatro crianças e tem que comprar fraldas. É invasivo, irritante, propenso a erros, não tão útil, e um pouco demais como Big Brother com um novo brinquedo. O reconhecimento facial é uma ótima ideia quando se trata de fazer login em um laptop ou passar pela segurança do aeroporto um pouco mais rápido; é irritante quando substitui a verdadeira empatia humana”, diz o VentureBeat sobre a novidade.

Ainda falando sobre os contras da nova aposta tecnológica do Walmart, a publicação sugere também que a inteligência artificial ainda não está preparada para distinguir as emoções humanas. Nem mesmo as próprias pessoas, muitas vezes, o conseguem. Como as câmeras inteligentes da rede poderão distinguir um cliente cansado de um cliente infeliz, por exemplo.