* Por Tomaz Chaves

Olá pessoal, tudo bem?

Nos meus dois primeiros artigos, eu me apresentei e contei a minha trajetória até fundar o Juris Correspondente. Dando continuidade à nossa conversa (carinhosamente sugiro que vocês leiam os artigos anteriores), vou compartilhar com vocês quais foram as soluções encontradas e os desafios enfrentados para a nossa entrada no mercado.

Começarei pelos desafios. Qual foi o primeiro? Bem, o Juris é uma plataforma cujo principal objetivo é encontrar advogados disponíveis em todo o Brasil para prestarem serviços para outros colegas, os chamados advogados correspondentes. Dito isso, como lançar uma plataforma de busca de advogados sem nenhum cadastrado? Como concorrer com plataformas que já tinham milhares de cadastrados? Como atrair o nosso primeiro advogado? Enfim, esse desafio não era tão simples de resolver.

Naquela época, o modelo de negócio padronizado pelos concorrentes mais antigos, que não eram tantos quanto são hoje, era cobrar pela divulgação dos correspondentes, como ainda é, com algumas evoluções recentes que não vou abordar agora. O buscador, ou seja, aquele que busca um advogado correspondente pelas plataformas, não paga pelo serviço oferecido pela empresa, e sim ao colega pelo serviço realizado, no momento oportuno combinado entre os dois.

Esse modelo de negócio tornava ainda mais difícil a nossa entrada no mercado. Como vender para um advogado um serviço de divulgação de profissionais sem nenhum cadastro prévio ou com pouquíssimos colegas cadastrados? Como atrair um advogado interessado em contratar outro para pesquisar em uma base ainda muito pequena e pouco abrangente? O país é do tamanho de um continente!

Mérito dos meus sócios desenvolvedores, que não estão mais comigo, eles bolaram uma ideia de buscar advogados correspondentes nos sites existentes no mercado, tal como ocorre hoje com o Vah, que compara preços de aplicativos de táxis e de carros particulares (tais como Uber, Cabify e 99) e num passado nem tão distante tal como fazia o SaveMe, que ainda está no mercado, compilando cupons de oferta de sites de compras coletivas (tais como Groupon, Peixe Urbano, etc). Isso para não falar de Buscapé, Yahoo, Bing, Google, etc, enfim, todos organizam informações de conteúdos ou serviços não criados ou prestados por eles.

Temos orgulho em dizer que o Juris começou assim, como um Google dos Advogados Correspondentes! Isso resolveu o problema de termos profissionais disponíveis para serem buscados. E, com o uso da plataforma, começamos a receber os nossos primeiros cadastros pagos. Demorou um tempo para abrirmos o caixa, mas isso será assunto para a nossa próxima conversa.

Abraços e até lá!


Empreendedor por vocação e advogado formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Tomaz Chaves é CEO da Dubbio e da Juris Correspondente, e cofundador da AB2L, associação que reúne empreendedores de lawtechs – empresas inovadoras que desenvolvem soluções tecnológicas para a área do Direito.