* Por Exame.com

O empresário Carlos Wizard Martins já ficou bilionário faz tempo, mas não cansa de empreender. Fundador da Wizard – que viria a se tornar o Grupo Multi Educação – o empresário está por trás de negócios como Mundo Verde, Ronaldo Academy, Taco Bell e mais recentemente da rede ensino de idiomas Wise Up. Agora, seu mais novo negócio é a Aloha, empresa de venda direta de produtos cosméticos e óleos essenciais.

No mercado há dois meses, a Aloha já tem 2 mil consultores cadastrados e uma meta ousada para cumprir: chegar a 100 mil consultores até 2022 e uma receita de 1 bilhão de reais. Até agora, Wizard investiu 10 milhões de reais no projeto e deve colocar mais 10 milhões nos próximos três anos.

A escolha por investir em um negócio de venda direta em plena crise econômica tem uma razão simples, explica Wizard. “Hoje, com a situação econômica do país, você vê muita mão de obra qualificada em busca de uma renda extra. A Aloha vai gerar essa possibilidade de renda”, afirmou em entrevista a EXAME.com sobre seu novo negócio.

De acordo com o empresário, dentre os consultores cadastrados pelo novo negócio estão desde jovens recém-formados até profissionais com larga experiência, como médicos e advogados.

Marketing multinível

A Aloha funciona pelo modelo de marketing multinível. Ou seja: o consultor ganha ao vender os produtos da marca e também ao indicar outras pessoas para fazerem parte da rede. Além disso, fica com uma porcentagem das vendas feitas  pelas pessoas indicadas por ele.

“No início, a expectativa de ganho fica entre 1 mil e 3 mil reais. Depois de um ano ou dois, se a pessoa se dedicar, ela poder chegar a um ganho de 10 mil a 20 mil reais”, afirma Wizard.

A aposta do empresário chama a atenção num momento em que a Natura, gigante da venda direta de cosméticos, tem mudado sua estratégia para investir em lojas físicas após anos oferecendo seus produtos apenas através de consultores.

Para Wizard, não há contradição. “A Natura é gigante e chegou a ter centenas de milhares de consultores em todo o país. Quando uma empresa chega nesse patamar precisa pensar em novas frentes para crescer, e então as lojas físicas são uma alternativa. Nós também pretendemos ter lojas no futuro e poderemos nos tornar inclusive uma franquia”, explica.

Inspiração no Havaí

O negócio é uma parceria de Wizard com suas filhas Thais Martins Fernandes e Priscila Bertani, que viveram um tempo no Havaí, onde o uso de óleos essenciais é mais comum, e trouxeram de lá a ideia de investir no produto no Brasil.

Dentre os produtos da Aloha, há itens importados, como é o caso dos óleos, que vêm de países como Índia, França e Alemanha, mas a maior parte é produzida aqui.

O empresário classifica o novo empreendimento de “negócio social”. Isso porque, além da possibilidade de gerar renda num momento difícil, Wizard vai pessoalmente oferecer orientação para os consultores em temas como empreendedorismo, finanças e até mesmo estabilidade emocional.

“Eu tenho 30 anos de experiência no mercado e as empresas que conduzo são sempre líderes. Agora quero passar esse conhecimento para os consultores. Teremos encontros semanais, nos quais vamos falar tanto do aspecto emocional, que faz o indivíduo acreditar no seu potencial, quanto do aspecto racional, com informações sobre administração e gestão”, diz.

Os encontros com a equipe podem ser presenciais ou pela internet. Além da orientação semanal, a marca pretende promover encontros regionais e nacionais. O primeiro deles vai ocorrer no dia 2 de setembro, em São Paulo.

Para se tornar um consultor Aloha, o interessado paga cerca de mil reais, e recebe um kit de produtos para vender equivalente ao valor investido.

* Por Mariana Desidério, para Exame.com.