A SetaDigital, software house especializada no varejo calçadista, acaba de anunciar investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão para expandir o seu atendimento para países da América Latina, como Peru, Chile, México e Argentina, e também para os Estados Unidos. Em um segundo momento, a ideia é replicar o modelo para a Europa.

O anúncio faz parte de investimentos para o biênio 2016-2018, que veio ao encontro da demanda observada durante o último Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC), ocorrido em maio. “Pudemos trocar experiências com executivos de outros países que vislumbraram a oportunidade de adotar soluções especialistas, já que em suas regiões de origem há apenas softwares genéricos, ou seja, que não atendem ao setor de ponta a ponta”, explica o CEO da SetaDigital, Vanderlei Kichel.

Para implementar o processo de internacionalização, a empresa está investindo no lançamento do seu sistema de gestão empresarial em multi-idiomas e com conectores para softwares fiscais das regiões para onde pretende expandir, além de outras localizações, bem como na abertura de canais nas regiões alvo. A reestruturação interna também já está em produção e inclui contratação de profissionais de idiomas e a consultoria especializada do Sebrae para a parte jurídica.

Com a internacionalização, a empresa espera chegar mais perto de sua meta, que é atender um bilhão de novos consumidores de calçados até 2030. No ano de 2016, esse montante fechou em 50 milhões. Hoje, aproximadamente duas mil lojas de calçados utilizam as soluções da software house no Brasil. Para os próximos dois anos, a meta é triplicar essa cifra.

Além do know-how de mais de dez anos no setor calçadista, a SetaDigital é uma das empresas que mais investem no desenvolvimento do varejo calçadista no País. Somente neste ano, a empresa já lançou soluções de realidades virtual e aumentada, omnichannel, business intelligence com reconhecimento facial, bem como aplicativos para os processos de inventário, pré-venda e tomadas de decisão em tempo real.

“Devido ao cenário político e econômico, as empresas estão buscando maior eficiência e redução de custos. O crescimento está mais lento e exige uma reestruturação com investimento em tecnologias que permitam um crescimento sustentável”, aponta Kichel sobre o apoio das novas ferramentas diante do atual cenário do mercado local.

A inovação na experiência de compra e o modelo de autoatendimento da Sapati, loja laboratório de calçados da SetaDigital que foi criada com a missão de inovar o varejo calçadista, sendo referência em soluções inteligentes, também estão entre os alvos de expansão e poderão ser replicados em lojas de outros países. Inicialmente, o foco será nos EUA, país onde há o maior consumo per capita de calçados, chegando a dez pares, enquanto no Brasil o número é de quatro pares por pessoa.