Imagine poder aproveitar o espaço do seu bar ou restaurante preferido para poder trabalhar durante o dia, com todos os confortos e ferramentas básicas que um local de trabalho precisa ter. Esta é a proposta do Workhäuss, startup que promete revolucionar o conceito de coworking no Brasil.

A startup, fundada pelos empreendedores Roberto Bravo, Mateo Marin e João Paulo, identificou em bares e restaurantes que funcionam ou só tem movimentação durante a noite, uma grande oportunidade de negócio. De acordo com Roberto, o objetivo é aproveitar ao máximo estes estabelecimentos que ficam ociosos grande parte do dia, além de oferecer aos usuários mobilidade, um ambiente descontraído e um preço que pode chegar a 1/6 do preço dos concorrentes.

Início

A ideia surgiu quando Mateo e Roberto passaram uma temporada nos Estado Unidos, no início de 2016. “Nós procurávamos lugares para sentarmos e trabalhar, mas era muito difícil. Ou o coworking era muito caro, ou o ambiente não tinha uma internet de qualidade, ou os cafés/bares estavam muito lotados. Nenhum lugar atendia nossa necessidade da nossa forma”, explica Mateo.

Roberto, que conheceu o sócio na faculdade, foi para os Estados Unidos e lá, com Mateo, deu forma à oportunidade que estava encontrando. “Não vimos lá, na Europa ou no Brasil, uma startup que realizasse a atividade de coworking no mesmo modelo que nós”, explica.

Sócios Mateo Marin (de pé), João Paulo Testa (esquerda) e Roberto Bravo (direita) Foto: Divulgação

De volta ao Brasil, os empreendedores buscaram investimento e, no início de maio deste ano, colocaram em funcionamento o primeiro coworking. A primeira parceria foi com o restaurante Chez Oscar, restaurante situado na rua Oscar Freire, em São Paulo. Lá, a Workhäuss tem capacidade para 145 coworkers, que poderão utilizar o espaço e a infraestrutura cedida pela startup a partir das 9h.

Mercado

O mercado de coworkings vem crescendo exponencialmente no Brasil nos últimos anos. De acordo com o Censo Coworking Brasil 2016, este segmento cresceu 52% em relação ao ano anterior. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, locais que mais concentram espaços de trabalho compartilhado no Brasil, a porcentagem de coworkings aumentou em cada estado entre 56% e 75%.

Esta mesma pesquisa mostra que cerca de 65% do público deste estabelecimento é composto de consultores. 50% são publicitários e designers e 45% profissionais de marketing, internet e startups. Os motivos que levam os trabalhadores a aderirem os espaços compartilhados são os custos, o desejo de sair de escritórios tradicionais e o networking que este ambiente promove.

Evolução

“Nós nos vemos como a evolução do modelo tradicional de coworking”, afirma Mateo. Para ele, embora estes espaços de trabalho compartilhado estejam em alta entre os freelancers, profissionais liberais, autônomos e startups, já não atendem mais a necessidade deste público tão dinâmico e que, muitas vezes, procura no coworking muito mais do que uma simples posição para sentar e abrir o notebook.

Para ele, a estrutura padrão dos coworkings tradicionais já está engessada, e para repensar este negócio para reposicioná-lo no mercado era preciso quebrar completamente este modelo. Foi repensando toda a estrutura de custos e necessidades dos usuários que os sócios desenvolveram a plataforma. Os preços do Workhäuss são abaixo da média do mercado porque, entre outras coisas, os custos da operação da startup é bem abaixo dos concorrentes.

“A ideia é que as pessoas que trabalhem aqui aproveitem o espaço do restaurante. Além do networking promovido pelo ambiente de trabalho, nossos coworkers têm desconto nas refeições daqui e podem aproveitar os horários de música ao vivo e happy hour, por exemplo”, diz. Dentro do Chez Oscar, além do espaço compartilhado com o estabelecimento, o coworking tem espaços exclusivos para trabalho, como a varanda do restaurante e dois andares superiores.

Varanda do Chez Oscar. Foto: stylecity.com.br

Público

Inicialmente, o espaço do restaurante da Oscar Freire foi adaptado para o uso dos coworkers. Agora, os usuários podem contar com internet de alta velocidade, muitas tomadas, materiais básicos de escritório, água e café por conta da startup.

O público-alvo do coworking, segundo Roberto, são os profissionais que querem optar por outra alternativa que não o home-office. “Quem está viajando, também, e precisa de um local para trabalhar nem que seja por apenas um dia ou uma semana, pode contar com o Workhäuss”, diz.

O objetivo é abrir outras unidades por toda a cidade de São Paulo, inicialmente, e gradativamente expandir para outras regiões. “Queremos oferecer mobilidade aos nossos clientes. Então, quem assinar um pacote com o coworking poderá trabalhar de qualquer unidade, no futuro. Bastará agendar na plataforma a data e o local. Mas antes de abrirmos outras unidades, queremos que esta primeira parceria dê muito certo. Por enquanto estamos analisando os pontos bons e os a melhorar e, principalmente, colhendo muitos feedbacks dos nossos primeiros clientes”, explica Roberto.

Os planos do Workhäuss variam de R$50 a R$249,90 e a locação do espaço no mês de junho, primeiro mês de funcionamento da startup, é gratuito. Para conhecer melhor sobre a startup, acesse aqui.