Nem parece que já faz 1 ano que o Startupi foi conferir de perto a inauguração do Google Campus São Paulo, a sexta unidade depois de Londres, Tel Aviv, Seul, Varsóvia e Madrid. São Paulo foi escolhida por ter uma comunidade de startup jovem e próspera, pois o Google acredita que as startups baseadas aqui podem ter um alcance global e gerar desenvolvimento econômico para todo o País e América Latina.

O espaço foi criado para empreendedores, mentores, investidores e todos os entusiastas da comunidade de startups e serve para que os empreendedores aprendam, se conectem e criem empresas inovadoras de alto impacto. Depois de 1 ano, são nítidos os resultados alcançados pelo espaço.

Foram 466 eventos abertos e gratuitos, 427 sessões individuais de mentoria, 310 horas que os especialistas do Google conversaram com os empreendedores e 70 startups que participaram dos programas mais imersivos. O Campus São Paulo conta com 22 startups residentes e cerca de 600 pessoas que trabalham do Campus Café, espaço gratuito e que qualquer pessoa pode frequentar de segunda a sexta, das 9h às 19h após fazer sua inscrição. Também recentemente, o Google Campus foi eleita como Melhor Aceleradora na premiação Latam Founders Awards Gala, evento que reconhece os principais nomes do empreendedorismo da América Latina em diversas categorias.

Novo programa para Fintechs

Conversamos hoje com André Barrence, diretor do Campus São Paulo, que anunciou em primeira mão o novo programa de aceleração do Google Campus, o Campus Exchange Latam Founders. A partir de hoje até o dia 18 de julho, startups de tecnologia que atuam no setor financeiro podem se candidatar através deste link. As fintechs selecionadas serão anunciadas em agosto e, durante o mês de outubro, passarão por uma semana de imersão no Campus São Paulo, onde terão acesso a conteúdos customizados, sessões de mentoria com especialistas do Google e conexão com os principais atores do mercado brasileiro que estão transformando o setor. É a primeira vez que um Google Campus destina um programa exclusivamente para startups da América Latina.   

“O ecossistema brasileiro de fintechs está em efervescência. As startups locais estão desenvolvendo produtos e soluções que atendem um mercado consumidor que estava à margem dos serviços financeiros tradicionais, suprindo necessidades ainda não atendidas com enorme potencial de crescimento”, destaca André. “Mesmo com legislações diferentes, é possível identificar nos países emergentes usuários com características similares, por isso, as fintechs latino-americanas podem se tornar empresas que resolvem não apenas problemas locais, e sim de toda a região”.

Turmas anteriores

Para a primeira turma de residentes do Campus São Paulo foram 857 inscrições e 15 startups selecionadas, das quais 11 contrataram novos talentos, ou seja, foram 31 contratações durante o programa, que tem duração de seis meses. Também durante o programa, foram arrecadados R$4.6 milhões em funding. Já para a turma 2 de residentes, o programa focou em áreas como soluções mobile, inteligência artificial e machine learning, realidade virtual e tecnologias para mercados emergentes com alto potencial de impacto na vida de milhões de pessoas. Para essa segunda turma foram selecionadas 12 startups.

Para comemorar seu primeiro ano em São Paulo, o Campus preparou uma programação especial que começou hoje com uma feira aberta para o público. Nela é possível conhecer as ideias, tecnologias e os fundadores das startups residentes do Campus. Até 23 de junho a participação em todos os eventos dispensa inscrição prévia! Para conferir a programação completa clique aqui.

Foto: Paulo Liebert

Foto: Paulo Liebert

André finaliza o nosso bate papo dando um overview sobre as principais tendências. Ele destaca que cada vez mais estão surgindo iniciativas de startups e programas de aceleração financiados por empresas e fundos privados. Os investimentos-anjo e de Fundos VC também estão em crescimento. Também estamos vendo os primeiros exits e M&A’s como o da Zero Paper com a Intuit/ Love Mondays com Glassdoor/ Moip com a Wirecard e a recém abertura de IPO da Netshoes.

Quando questionado sobre o que o Google tem ganhado com o Campus São Paulo e outras iniciativa voltadas para startups, André diz que para o time de produtos do Google essa aproximação é muito importante, tanto para a aquisição de novos usuários e também porque existem startups com desafios tecnológicos e a partir da interação com os experts do Google eles acabam adotando algumas tecnologias do Google. “O Google é uma empresa de tecnologia e de internet, ou seja, seu crescimento futuro depende do crescimento da economia de tecnologia baseadas em internet. A única diferença do Google para as startups é que o Google hoje é grande e elas serão grandes no futuro, ou seja, quanto mais elas crescerem e o Google for capaz de se manter protagonista e relevante dentro desse ecossistema e dessa economia, no final do dia ele também ganhará”, finaliza André.