A tecnologia está rompendo paradigmas em todos os âmbitos da economia, e com o setor jurídico não é diferente. Mais do que nunca é o momento dos advogados, escritórios de advocacia e lawtechs debaterem o futuro do segmento e como os avanços tecnológicos atingirão estes profissionais e suas atribuições.

Para organizar o segmento de startups de advocacia e fortalecer o setor, aconteceu ontem, no Insper, o lançamento da Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs. A entidade, que acaba de nascer, já tem 30 membros associados, mas já são centenas de participantes, entre fundadores das legaltechs e lawtechs, agentes do mercado, escritórios de advocacia e etc. Há também os membros que participam da criação da Associação, contribuindo com o comitê regulatório e demais comitês.

Os especialistas Erik Nybo e Bruno Feigelson estiveram à frente da organização da associação, denominada“AB2L”. “Acreditamos que a organização dessas empresas como um setor é essencial para seu reconhecimento, negociação de suas necessidades perante os stakeholders e organização de pautas comuns desse segmento”, enfatiza Erik.

A Associação tem o intuito de organizar o setor de lawtechs/legaltechs, oferecer representatividade, representar os associados em pautas comuns, negociar parcerias ou questões específicas com órgãos e legisladores, dentre outros. “Nós inclusive estamos utilizando sempre os dois termos, lawtechs/legaltechs, pois a nomenclatura chegou a gerar discussão entre os associados – parte defende que o nome correto é ‘lawtech’ e parte defende que é ‘legaltech’”, explica o advogado.

Quem estiver interessado em conhecer a Associação, investir em startups ligadas a ela ou associar-se, deve entrar em contato com a AB2L a partir da página da entidade. Para assistir ao evento completo de lançamento, acesse aqui.

As startups

De acordo com Erik Nybo, as lawtechs (ou legaltechs) são startups que tem como modelo de negócio criar serviços e produtos jurídicos voltados a atender escritórios, departamentos jurídicos, advogados autônomos e pessoas físicas ou empresas. O produto ou serviço criado por elas, portanto, tem como finalidade atender questões relacionadas ao mercado jurídico.

Para Bruno Feigelson (mestre e doutorando em direito pela UERJ e CEO da startup Sem Processo), o objetivo destas empresas é utilizar a tecnologia para gerar eficiência. “Há uma divergência entre os futurólogos que tratam deste tema. Eu acredito que as Lawtechs virão para valorizar o advogado, sendo essa figura ainda essencial num futuro digital”, diz.

Para conhecer melhor sobre estas empresas que são a bola da vez da indústria da tecnologia no País, o STARTUPI entrevistou três lawtechs. Uma delas conecta cidadãos e advogados para esclarecimento de dúvidas jurídicas, outra resolve casos sem a necessidade de um processo legal e, por fim, uma empresa para aquisição, organização de negócios corporativos. Clique aqui e saiba mais sobre este mercado.

Foto: Equipe da AB2L/Divulgação Facebook