O empreendedor Leandro Scalise começou a entender melhor o universo do SEO quando trabalhava como CMO em um app e percebeu que não existia nenhuma empresa no Brasil que ajudasse a melhorar a classificação de aplicativos nos rankings das app stores.

Depois de conversar com diversas pessoas e ver que esse era um problema para muitos, ele se juntou com Rodrigo Castro, Bruno Felix e Juliana Assunção, seus sócios, e desenvolveu o RankMyApp, ferramenta para empresas e profissionais de marketing mobile, que utiliza técnicas de ASO para melhorar o ranking do app dentro da app store.

A startup chegou ao mercado em 2015 e já atendeu mais de 250 apps e hoje possui clientes em 11 países, mas como eles chegaram até aqui?

O RankMyApp já passou pelo processo de aceleração da Startup Farm onde conseguiu suporte para fazer o negócio rodar.  A ideia começou como uma plataforma de SaaS, mas eles perceberam que o mercado brasileiro precisava de mais, então passaram a oferecer outros serviços como uma consultoria e agência, dando um suporte mais personalizado para os clientes. Hoje o modelo de negócios funciona como assinatura, com um período mínimo de 6 meses de contrato.

“O mercado de apps é muito dinâmico, todo os dias surgem novos aplicativos, ou seja, não tem como se manter no topo sem um trabalho recorrente. O objetivo do nosso trabalho é trazer mais usuários qualificados que estão procurando exatamente o que as empresas oferecem em seus aplicativos”, comenta Bruno Felix.

Em 2016 a startup também participou do programa de aceleração da Alchemist e teve a chance de conhecer e entender como funcionam as coisas no Vale do Silício. Bruno conta que o mindset para investimento e networking de lá é completamente diferente do que temos aqui no Brasil. “Nos eventos as pessoas são diretas, se o seu negócio fizer realmente sentido para ela, ela continuará conversando com você, se não, não”.

Durante a aceleração eles contaram com um mentor fixo que acompanhou a startup por seis meses, participaram de reuniões semanais com as outras startups do programa e de conversas com especialistas do mercado. Além disso, Bruno conta que eles tinham livre acesso a uma rede de mentores e que bastava agendar um horário para conversar com eles. “Conversamos com pessoas que venderam a empresa por 1 bilhão de dólares, participamos de muitos eventos de startups, meetups e fizemos bons laços, aproveitamos muita coisa da mentoria e até hoje estamos colhendo frutos das conexões que fizemos”.

Outro detalhe que Bruno destaca é que no Brasil o mercado de Mobile Marketing vem se desenvolvendo nos últimos anos e cada vez mais empresas estão migrando para esse mercado. Os e-commerces, por exemplo, já possuem 40% da receita vindo de apps, mas apesar disso, Bruno afirma que ainda há muito o que crescer e explorar. “Esse mercado está crescendo e vai crescer ainda mais, mas perto do que existe hoje nos EUA o que temos aqui é pequeno em questão de SEO e produtos”.

Devido a isso, o RankMyApp está muito focado no Brasil e mais do que apenas oferecer um serviço, o desejo da startup é ajudar o mercado a crescer e se desenvolver. “Não queremos só vender nosso produto, queremos compartilhar conteúdo, oferecer treinamentos, realizar eventos, pois enxergamos muito potencial no País e quanto mais o mercado se desenvolver, nós iremos nos desenvolver”.

Exemplo desse compromisso com o mercado foi a iniciativa Mobile Marketing Brasil, grupo do Facebook criado pela startup para troca de informações sobre o tema, que mais tarde se transformou em um evento que na última edição recebeu mais de 200 pessoas. “O Brasil ainda tem uma carência de conteúdo de qualidade sobre o tema, por isso nos propusemos a realizar esse evento que será anual e também outras versões menores ao decorrer do ano para manter o diálogo e manter as pessoas engajadas”, destaca Bruno.

Em agosto de 2016 o RankMyApp recebeu um investimento em torno de R$800 mil que utilizaram para crescer o time e melhorar a tecnologia. Hoje eles contam com uma equipe de 21 pessoas e ainda possuem vagas em aberto. A startup está com 80 clientes ativos, tem crescido em média mais de 20% ao mês e não possui nenhum concorrente direto aqui no Brasil.

Apesar de estar atuando em 11 países, a sede do RankMyApp fica no Distrito, localizado no Jardins e, segundo Bruno, o espaço proporciona para os empreendedores muitas conexões com outras empresas, o que gera bons negócios. “Hoje, para nós, não compensa montar uma operação externa, tocamos tudo diretamente daqui do Brasil. A maioria dos negócios que fechamos são por skype, não precisamos ter uma pessoa alocada nos países para conseguir vender”.

Sobre as diferenças entre os mercados, Bruno afirma que são culturas diferentes, mas que no final acabam falando a mesma língua: Mobile Marketing. “O mais difícil às vezes é o sotaque e a questão da moeda, às vezes eles não querem negociar em dólar por causa da questão do câmbio, mas no final das contas o negócio é o mesmo”.

Sabemos que o universo dos apps é gigante, segundo Bruno existem cerca de 5 milhões de apps na Apple Store/PlayStore e todos os dias pessoas instalam e desinstalam aplicativos, ou seja, chega a ser uma verdadeira guerra esse mundo. Para Bruno, o maior erro cometido pelos empreendedores que estão desenvolvendo apps é a falta de planejamento. “Não adianta achar que a sua ideia é a melhor do mundo e que quando você lançar no mercado seu app irá bombar, a realidade é bem diferente, o mercado exige um investimento muito grande em marketing, existem infinitos apps morrendo por falta de planejamento”.

Bruno ressalta que é necessário ter um embasamento de marketing, saber quais serão os canais que você utilizará para divulgação, ter uma noção do seu investimento mensal, ou seja, requer muito mais do que simplesmente colocar o app na loja. E não pense que são só os empreendedores que acabam falhando nesse ponto, diversas grandes empresas na sede de entrar nesse mercado e sair na frente, também acabam lançando apps que muitas vezes ficam parados.

E se hoje existe alguém preocupado com o fim dos apps, não está no time do RankMyApp. Para Bruno existe muita especulação sobre o tema e isso não acontecerá agora, o que pode acontecer é que os apps passem por uma adaptação. “Antes usávamos SMS, hoje usamos o WhatsApp e amanhã o que será? Pode ser uma tecnologia Wearable, pode ser que deixemos de usar o celular, mas os apps continuarão a existir na roupa, por exemplo”.

Independe do futuro dos apps Bruno garante que a tecnologia do RankMyApp foi desenvolvida baseada em Inteligência Artificial e processamento de linguagem natural, ou seja, eles podem otimizar conteúdos diversos e em diversos canais, não exclusivamente apps.

O RankMyApp acabou de completar dois anos e segundo Bruno muitas coisas aconteceram e eles tiveram muita sorte. “Muitas reuniões e negociações, decisões difíceis e hard times, eventos realizados, novas parcerias e pessoas incríveis entraram na equipe e que juntos fizeram daquela startup que nasceu do zero, ser a empresa RankMyApp que é hoje: com clientes internacionais, acelerada no Vale do Silício e Brasil, com prêmios e reconhecimentos da área de mobile marketing, avanços extraordinários no produto e caminhando para ser a referência em marketing para aplicativos nos próximos anos.”

Agora no segundo semestre a equipe está focada no crescimento em outros países e em junho estará no México para participar de um evento. Eles estão focados em traduzir todos seus conteúdos para o inglês e manter o ritmo acelerado lançando coisas novas na plataforma a cada 15 dias. Quer conhecer mais sobre o trabalho deles? Clique aqui.