*Por Exame.com
A Mastercard quer levar sua experiência no setor dos meios de pagamento para melhorar a mobilidade das cidades do futuro. “Não queremos que as cidades sejam simplesmente inteligentes, queremos que sejam inteligentes para o crescimento econômico e o desenvolvimento social da população”, destaca Carlos Menendez, presidente de parcerias corporativas da Mastercard.Atualmente, a multinacional americana tem 20 projetos na América Latina voltados para o transporte público. No Brasil, por exemplo, há dois projetos pilotos. Cidadãos que utilizam ônibus e trens na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, e na linha de ônibus entre Diadema e Berrini, em São Paulo, podem usar o cartão da marca para pagar a passagem a partir de um pagamento eletrônico sem contato.

O presidente de parcerias adiantou a EXAME.com quais são as soluções desenvolvidas pela empresa e como elas podem beneficiar o transporte público de grandes cidades, como Londres e São Paulo. Veja os melhores momentos da entrevista abaixo:

EXAME.com – Como a disseminação de tecnologias de pagamento podem ajudar cidades do futuro?

Carlos Menendez – As cidades são constantemente desafiadas pelo progresso e o rápido crescimento. Atualmente, mais de 50% da população mundial mora em centros urbanos e acreditamos que esse número irá aumentar para 70% em 2050.

Na Mastercard, não queremos que as cidades sejam simplesmente inteligentes, queremos que elas sejam inteligentes para o crescimento econômico e o desenvolvimento social da população. Por isso, nosso objetivo é auxiliar o transporte público com tecnologias de pagamento, afinal, é um serviço que faz parte do cotidiano das pessoas.

Quais são as soluções criadas pela Mastercard para as cidades do futuro?

Carlos Menendez – O dinheiro e o cartão baseado em papel são incrivelmente ineficientes. Por isso, em muitas cidades ao redor do mundo, criamos um cartão que engloba crédito, débito e pré-pago, auxiliando o viajante regular e o não regular.

Usamos uma tecnologia que a maioria das pessoas já tem, mas a melhoramos para que toda operação seria mais barata. A emissão do bilhete, por exemplo, não irá existir, já que tudo será feito pelo dispositivo de preferência do cliente.

Podemos pensar no futuro em uma dinâmica à la Uber para pagamento no transporte público, no qual o cidadão entra e sai de um veículo, sem envolver a ação do pagamento?

Carlos Menendez – A transação de um pagamento nada mais é que a identificação de uma pessoa. A Mastercard está trabalhando com alguns tipos de pagamento, como o selfie pay, em que a pessoa precisa fazer a identificação do rosto para realizar um pagamento. Desse modo, a transação se torna mais rápida e mais simples.

Queremos trabalhar com outras empresas, como a Uber e outros provedores de transporte, para otimizar toda a jornada, seja ela de trem, metrô, ônibus ou carro.

Como pensar em soluções que sirvam para mercados desenvolvidos e outros com menor penetração de tecnologia? A adoção de tecnologias digitais para o pagamento ajudaria a “globalizar” as soluções, trazendo benefícios para turistas?

Carlos Menendez – Há várias soluções que já utilizamos na Mastercard. Temos o padrão global NFC, o uso do chip e o cartão com tarjeta. Utilizamos cada uma delas dependendo do mercado que iremos trabalhar.

Atualmente, o cartão de transportes funciona em 85 cidades ao redor do mundo, então seria uma oportunidade para um cliente ter uma viagem confortável e ainda conhecer outro lugar do planeta.

Muitos dos serviços que já oferecemos facilitam a viagem do turista. Em Londres, por exemplo, o usuário pode sair do avião e já utilizar o metrô ou o ônibus se tiver o cartão da Mastercard. Além de tornar a viagem mais fácil para o visitante, acreditamos que a tecnologia encoraja as pessoas a visitarem outras cidades, promovendo uma visão global.