PUBLIEDITORIAL

Em 2015, a indústria pet brasileira foi responsável por um faturamento de mais de R$18 bilhões, crescendo quase 8% em relação ao ano anterior. Ano passado, este número chegou perto dos R$20 bilhões, e a expectativa é de que aumente cerca de 7% ainda em 2017. Isso faz com que o mercado brasileiro de serviços para animais de estimação seja um dos maiores do mundo, ao lado das indústrias do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Foi apostando neste mercado que surgiu a Pet Hour, startup desenvolvida no Startup Weekend ABC em novembro passado. De acordo com Carlos Geraldo, fundador da startup, a ideia de criar a plataforma, entretanto, surgiu há cerca de dois anos.

A plataforma da startup é um SaaS que cobra uma mensalidade a partir de R$39,99 dos estabelecimentos de produtos e serviços pet para conectá-los com os donos dos animais de estimação. Para os primeiros clientes da empresa, Carlos diz que”foi possível obter resultados como um aumento de 40% no faturamento do cliente. Neste momento estamos terminando uma nova versão beta para poder captar e atender um volume maior de clientes”, explica.

Os sócios Carlos Geraldo, Jodines Junior e Paulo Nascimento

Os serviços prestados pela empresa são o Pet Hour, para os pet shops, que Carlos apresenta como um serviço de inteligência em relacionamento com clientes para aumento de fidelidade, frequência e ticket médio dos clientes; e o Pet Hour Mobile, para os clientes. “É um app que te lembra de quando você precisa cuidar do seu pet, acompanhar o histórico de serviços no Pet Shop e acumula pontos para descontos e presentes para o seu animal”, diz o CEO.

Inicialmente, a empresa atua apenas na capital paulista e região metropolitana, mas os planos são de expandir a atuação para o País todo em breve.

Startup Weekend

A equipe Pet Hour ficou em primeiro lugar no Startup Weekend que aconteceu no fim do ano passado na FEI, em São Bernardo do Campo (SP). Para Carlos, vencer a competição foi uma das experiências mais importantes da vida profissional dele e de seus sócios. “Nossas maiores lições com isso foram: saber que as ideias mais geniais não necessariamente são os melhores negócios, estar com a cabeça aberta para receber críticas e poder aproveitar as orientações e aprendizados e acreditar e ter confiança no trabalho e conhecimento construído”, diz.

Para os empreendedores que pretendem se inserir no mercado de pets, Carlos dá as dicas: “A formação do time é no mínimo 50% do sucesso, então não forme o time somente por afinidades pessoais. Antes de selecionar as habilidades, selecione pessoas que acreditem na ideia. Se possível, selecione perfis complementares ao seu. Em relação ao setor PET ou qualquer setor, tenha algum envolvimento, algo além do “ganha pão”, gaste horas de vivência nas principais atividades, somente para conhecer a rotina”, completa.