A Fundação Lemann e a Omidyar Network anunciaram hoje uma aliança para fomentar o trabalho de empreendedores, especialmente brasileiros, comprometidos com educação e dispostos a desenvolver soluções tecnológicas que facilitem a implementação da Base Nacional Comum Curricular.

Anunciada pela MEC em abril, a Base organiza de forma mais clara o que todos e cada um dos alunos têm direito a aprender. Resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mostram que países com bom desempenho na avaliação possuem bases comuns. Essa é uma política que, aliada a outras medidas – como formação de professores e produção de materiais didáticos alinhados – tem ajudado a melhorar o aprendizado dos alunos.

Para que a Base vire realidade e ajude a promover avanços reais na aprendizagem, seu processo de implementação demandará muito trabalho dos professores em sala de aula, além da cooperação de estados, municípios e sociedade civil.

“A Base abre um caminho importante para garantir que todos os alunos brasileiros tenham os mesmos direitos à aprendizagem, mas sabemos dos desafios que educadores, gestores escolares, pais e responsáveis terão para trazê-la para dentro da escola”, explica Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann. “Acreditamos que este investimento em tecnologias focadas na Base poderá ajudá-los a garantir o acesso a uma educação de qualidade para todos os alunos”, completa.

Juntas, a Fundação Lemann e a Omidyar Networking investirão, em um ano, US$3 milhões para buscar e apoiar empreendedores e projetos que facilitem a implementação da Base por meio de tecnologias. Estas soluções podem ter impacto direto na sala de aula e terem professores ou alunos como público final, mas também podem estar relacionadas à gestão escolar, elaboração de currículos, apoio à rotina de secretarias de educação, envolvimento dos pais e responsáveis entre outros.

“Nós vemos uma grande oportunidade em investir em ferramentas inovadoras que podem melhorar os resultados de aprendizagem no Brasil”, diz Eliza Erikson, venture partner da Omidyar Networking. “Apoiar soluções alinhadas à Base e às necessidades dos alunos, professores e gestores escolares brasileiros vai ajudar a garantir a implementação real desta política e, consequentemente, o seu sucesso”.

Esta é a segunda parceria feita pela Fundação Lemann com esta finalidade. Em março deste ano, foi anunciado um coinvestimento com o Google.org para que a Nova Escola desenvolva, com os melhores professores de todo o Brasil, uma plataforma digital com recursos pedagógicos de qualidade alinhados à Base.

Sobre a Base Nacional Comum Curricular

A BNCC determina os conhecimentos e habilidades essenciais que todos os alunos da Educação Básica precisam aprender, ano a no. Esse é o primeiro documento curricular nacional que traz, de forma clara, o que se espera que os alunos aprendam, e todas as disciplinas a partir do Ensino Fundamental e também na educação infantil. Essas diretrizes serão obrigatórias para todas as escolas públicas e particulares do País.

A partir da BNCC, as redes de ensino devem refazer seus currículos para incorporar as orientações. Da mesma forma, os professores passarão por formação e os materiais didáticos e as avaliações externas serão alinhadas com o documento.  Prevista no Plano Nacional de Educação, a BNCC foi elaborada pelo Ministério da Educação em um processo colaborativo, iniciado em 2015, que contou com mais de 12 milhões de contribuições. Atualmente está em processo de análise no Conselho Nacional de Educação e sua homologação está prevista para o final de 2017.

Mais informações e detalhes sobre a iniciativa você encontra em breve no site da Fundação.