Gestora de fundos de investimentos de Venture Capital, a SP Ventures anunciou mais um aporte do Fundo de Inovação Paulista (FIP) e registra a entrada da Horus Aeronaves em seu portfólio. A empresa desenvolvedora de tecnologia de ponta em drones para mapeamento aéreo recebeu o valor de R$3 milhões com o objetivo de ampliar a rede comercial e lançar novos produtos voltados para agricultura.

A startup foi fundada em 2014 pelos sócios Fabrício Hertz, Lucas Mondadori e Lucas Bastos, que identificaram uma oportunidade de mercado no desenvolvimento de aeronaves não tripuladas em projetos de pesquisas e perceberam a necessidade dos agricultores em contar com essa tecnologia no seu dia a dia.

Em entrevista ao STARTUPI, Fabrício diz que esta é a primeira captação com venture capital da startup. Ao todo, com editais de subvenção e ciclos de aceleração, a empresa já recebeu mais de R$4 milhões em investimento. A Horus Aeronaves participou da primeira turma do Darwin Starter, programa de aceleração catarinense.

Com o aporte, a empresa concentrará esforços em oferecer soluções ao mercado do agronegócio, ampliar a capacidade produtiva e marcar presença no estado de São Paulo, por meio de uma nova sede em Piracicaba, cidade referência em agrotecnologia e principal polo em agricultura tropical de precisão do mundo, abrigando 37% das startups de agronegócios doPaís.

Segundo Fabrício, a empresa já atua em todos os estados brasileiros e alguns países latino-americanos. “Estamos concentrando esforços em soluções para mapeamento com drones na agricultura por meio de novos produtos e soluções para análise e interpretação de dados coletados”, diz. Ele diz também que a empresa duplicou o faturamento de 2015 para 2016 e, agora, pretende triplicar o faturamento em 2017.

Solução

Durante a pesquisa sobre o mercado, os fundadores da startup perceberam que as imagens captadas por drones possuem informações valiosas para o agricultor, dados que poderiam aumentar a produtividade da lavoura, reduzir custos e viabilizar o controle de pragas de maneira mais eficiente. Até então, essas informações estavam inacessíveis devido aos altos custos de operação da aerofotogrametria convencional.

Por meio de sistemas de inteligência artificial e tecnologias embarcadas, a empresa também oferece serviços integrados, como uma plataforma de processamento de imagens que facilita a experiência dos usuários que já realizam voos com drones, mas possuem dificuldades no processamento dos mapas e na interpretação dos dados.

“Nossas aeronaves possuem sensores bastante similar a sistemas utilizados apenas em satélites. Isso possibilita que, por meio dos nossos algoritmos de inteligência computacional, façamos diagnósticos precisos quanto aos problemas de manejo na plantação, prevenção de infestação de pragas e otimização no uso de insumos, sempre buscando reduzir os custos do agricultor e aumentar a produtividade da lavoura” destaca Lucas Bastos, diretor de projetos da empresa.

Apontada como uma das dez tecnologias mais promissoras pelo World Economic Forum’s Meta-Council on Emerging Technologies, os drones ganham cada vez mais espaço em todos os setores de mercado, principalmente no agronegócio, um dos principais mercados consumidores dessa tecnologia. Com diversas aplicações que beneficiam o produtor rural, pesquisas feitas pela Gartner afirmam que a tecnologia aplicada pode dar um retorno positivo e otimização no uso de insumos de 15% a 20% aos agricultores.

A pesquisa mostra também que no ano de 2017 o setor de drones poderá movimentar mais de US$6 bilhões e produzir mais de três milhões de aparelhos, resultando em um crescimento de 34% na receita global, e previsão de aumento em 39% em comparação a 2016.