De uns tempos para cá temos notado um movimento crescente de iniciativas de grandes empresas voltadas para Startups. A Oracle, por exemplo, anunciou no começo do ano a expansão do seu programa de aceleração para 7 cidades: São Paulo, Bristol, Deli, Mumbai, Paris, Cingapura e Tel Aviv.

Agora, acompanhamos o evento de lançamento da iniciativa em São Paulo e conversamos com os responsáveis pelo programa para entender todos os detalhes da iniciativa que promete fomentar ainda mais o desenvolvimento do ecossistema por aqui.

O Oracle Startup Accelerator foi lançado em abril de 2016, na Índia e atraiu centenas de startups candidatas e muitos participantes já tiveram sucesso. Em conversa com o STARTUPI, Reggie Braford, vice-presidente sênior de Startup Ecosystem & Accelerator da Oracle, conta que a companhia possui muitos consumidores ao redor do mundo, e o Brasil é um dos maiores mercados para a Oracle. “Na hora de escolher as cidades que receberiam o programa levamos em consideração o tamanho e o crescimento dos ecossistemas ao redor do mundo. São Paulo chamou a atenção por ser um ecossistema que tem se desenvolvido muito rápido e foi lógico e natural para nós pensar em São Paulo como a chave para entrarmos na América Latina para trabalhar com startups”, destaca o executivo.

Programa

O programa irá oferecer seis meses de orientação de especialistas técnicos e de negócios, tecnologias avançadas, um espaço de coworking, acesso a clientes, parceiros e investidores, além de créditos livres para as soluções de Oracle Cloud. A ação também oferece uma rede global em expansão composta por outras startups, inclusive as participantes do programa nas outras localidades. A Oracle também irá aportar toda a sua carteira de clientes do Brasil e do mundo para as startups fazerem business development.

“Nossa intenção era criar um programa com os melhores valores: mentorias com especialistas locais e globais e com os principais players do mercado de tecnologia, direito, fundos de VC, ou seja, todo o ecossistema. É um give back da Oracle para o mercado, estamos investindo nisso com o objetivo de crescer o ecossistema”, comenta Fernando Lemos, vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Oracle América Latina.

No vídeo abaixo, Fernando fala sobre a importância dessa iniciativa para o ecossistema de startups brasileiro.

A Oracle afirma que 5 startups serão selecionadas para a primeira turma, um número pequeno propositalmente, para que possam ter uma relação bem próxima com os empreendedores e causar realmente um impacto nos negócios. Um detalhe importante do programa é que a Oracle não pegará equity de nenhuma startup.

Um outro diferencial super importante é a conexão que as startups terão. “Os empreendedores poderão trabalhar com empresas mundiais dos outros polos de inovação. A cada seis meses, 40 startups estarão trocando informações, experiências, terão a chance de entender como funcionam outros mercados como Israel, França, ou seja, o Brasil estará inserido no core da inovação mundial junto com a Oracle”, destaca Fernando.

Após o período de aceleração, a startup poderá continuar com a Oracle como uma espécie de “startup alumni” por mais 30 meses, ou seja, as startups “graduadas” serão mentoras das novas startups que participarão do programa. “As startups podem ficar com a Oracle ao todo 36 meses e nesse período não cobraremos equity e nenhum custo para o uso das soluções Oracle Cloud, o que equivale a um investimento de cerca de US$1 milhão em cada startup”, comenta Fernando.

Segundo Reggie, qualquer startup de base tecnológica pode aplicar para o programa. A seleção será feita por executivos da Oracle junto com players do mercado que darão preferência para negócios com tração e com potencial de causar realmente um impacto.

Reggie tem mais de vinte anos de experiência nesse mercado e inclusive, já esteve do outro lado da mesa, ele fundou por exemplo, a Vitrue, plataforma líder global em marketing e gerenciamento social baseado na nuvem que foi adquirida pela Oracle em 2012. Pedimos para ele deixar algumas dicas para os empreendedores brasileiros e aqui vão:

  • “Pense grande! Mesmo que queira começar o seu negócio local, tenha uma visão grande e pense global”.
  • “Cerque-se de pessoas melhores que você e com mais experiências, elas podem te ajudar a chegar no next level. Essas pessoas podem ser mentores, investidores…”
  • “Seja ágil! Mantenha seu custo baixo até encontrar um modelo de negócio sustentável e esteja preparado para mudanças. Meus três negócios começaram de um jeito e no final estavam completamente diferentes, ou seja, pivotar faz parte”.

A Oracle já vem fazendo um trabalho interessante com inovação no Brasil com transformação digital e apoio ao empreendedorismo, recentemente a companhia apoiou a Casa das Empreendedoras, iniciativa realizada pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Tech Sampa, e pela Rede Mulher Empreendedora, que reuniu durante três dias, seis startups fundadas por mulheres para uma imersão com grandes empresas e investidores.

“Capacidade empreendedora e geração de talentos é o grande atrativo da Oracle nesse mercado. Queremos com esse programa mostrar uma nova Oracle, participar mais ativamente nessa comunidade e atrair todos os talentos que acreditamos que são essenciais para o nosso futuro”, destaca Luiz Meisler, VP da Oracle América Latina.

Para Fernando, São Paulo já é uma capital de empreendedorismo reconhecida no mundo. “A transformação digital aliada ao empreendedorismo e as novas tecnologias tornam o Brasil um celeiro de oportunidades. É um momento ímpar para fazermos esse trabalho”, finaliza Fernando.

Para mais informações sobre o Oracle Startup Cloud Accelerator e inscrições clique aqui.