* Por Lucas Paschoal

Uma das pautas que tem mais chamado a atenção nos últimos tempos é como desenvolver nosso país de forma sustentável ao ponto de competirmos com os grandes players mundiais. Mas como isso será possível chegarmos a esse patamar de concorrência com todas as adversidades sócio econômicas já conhecidas por nós?

Para começar a entender onde está o verdadeiro “gap” é preciso avaliar alguns fatos e projeções de impacto a todos. A população mundial cresce, em média, 77.6 milhões todos os anos. Se mantivermos esse ritmo de natividade, chegaremos perto de 10 bilhões em pouco mais de 30 anos, em 2050. Isso significa que deveremos dobrar a produção de alimentos, combustíveis e fibras para suprir uma necessidade básica do ser humano: sobreviver.

O desafio nesse caso é conseguir maior escala de produção em um espaço menor e com bom uso dos recursos naturais. Bom, e o que isso tem a ver com a brecha para o Brasil se aproximar dos países mais desenvolvidos?

A resposta tem duas palavras: AGRONEGÓCIO e INOVAÇÃO!

Sim! Nesse contexto, as startups são peças essenciais para destacar o Brasil e torná-lo uma das grandes referências mundiais no setor, que já está exigindo a entrada de novas soluções para atender a essa demanda global por alimento por conta do aumento da população.

É amigos, temos aqui um dos cenários ideais para transformação econômica: demanda crescente e potencial para desenvolvimento. Nesse contexto, entra um termo cada vez mais em voga: AgTech.

É por essa ideia de ruptura que o agronegócio passa, acredite, e invariavelmente conectada a procura por melhor desempenho e produtividade nas ações, sem esquecer da sustentabilidade. Significa o casamento perfeito entre Internet das Coisas, conectividade e agricultura de precisão, uma tendência já de consenso entre produtores e grandes empresas do mercado.

Com a chegada de mais soluções tecnológicas ao agronegócio, tornando-a cada mais mais “AgTech”, a busca por maior rentabilidade em cada hectare e a diminuição do impacto ambiental serão evidentes.

Estamos vivendo uma revolução. Antes o que era valorizado era a compra da terra e o investimento em tecnologia ficava quase sempre de lado. Os tempos são outros. Dados mostram que nos últimos 10 anos, em nosso país, crescemos 50% em área de plantio e nossa produtividade subiu 300%. O fiel dessa balança já sabemos, a tecnologia chegou no campo e para ficar.


Lucas EditLucas é jornalista e fundador da Híbrida Comunicação, agência de comunicação que atua como assessoria de imprensa, relações públicas, consultoria e produtora de conteúdo voltada a startups, PMEs e profissionais liberais.