O Brasil esteve em destaque ontem no festival SXSW. A agenda da segunda maior delegação do festival deu visibilidade ao país em diversas frentes. Pela manhã, a palestra dos atores Wagner Moura e Alice Braga esteve lotada e ultrapassou o prazo inicial, já que o diálogo com o público se estendeu além do tempo previsto. Os dois foram destaque na conta de twitter do festival ao falarem sobre diversidade na indústria de cinema e, especialmente, de Hollywood.

No meio do dia, um grupo de cinco empresas da delegação nacional – Neocontrol, Loox VR, Superplayer, Startup Farm e O2 – participou, junto com a Apex-Brasil de um almoço com a imprensa internacional e investidores. Cerca de 30 jornalistas compareceram, entre veículos especializados e outros de alcance maior, como CNN e Forbes.

Márcia Nejaim, diretora de Negócios da Apex-Brasil, destacou a força da indústria brasileira de economia criativa. “Nós temos um mercado grande e sofisticado, somos líderes em vários setores e temos um potencial significativo para incrementar os negócios aqui nos Estados Unidos”, afirmou.

Ela anunciou que a Apex-Brasil pretende liderar um grande evento de convergência em economia criativa no Brasil, provavelmente em 2018. “Temos todas as condições de fazer um evento similar ao SXSW, no sentido de reunir importantes players da América Latina e do mundo”.

Na abertura do Trade Show, o Brasil também foi destaque com o maior estande do pavilhão e pela arquitetura diferenciada. Estão expondo seus produtos e serviços no espaço 17 empresas brasileiras de diversos setores.

O público do estande brasileiro no Trade Show foi impactado logo cedo com a presença do Robozão®. Idealizado e patenteado por um brasileiro, Lei Almeida, o Robozão® é ao mesmo tempo um personagem e um produto de mídia, utilizado por empresas em eventos corporativos e de entretenimento. O robô atua há oito anos no Brasil e recentemente começou a trilhar o caminho internacional. Este ano, fez sucesso no maior evento esportivo televisionado do mundo, o Super Bowl Houston, nos Estados Unidos.

No início da tarde, foi a vez da moda, no Meet Up “Innovation in Brazil’s fashion industry: a human story of design, technique, craftmanship and, above all, collaboration”. Organizado pelo Sistema Moda Brasil, o Meet Up foi apresentado pelo consultor de moda e design, Evilásio Miranda e também contou com casa cheia.

Em frente ao domo do Be Brasil, que vem atraindo cerca de 800 pessoas todos os dias interessadas na experiência de imersão por meio de vídeos em 360 graus, os rapazes do grupo carioca de dança de rua Passinho se apresentaram, em uma ação que apresenta ao público um pouco da criatividade e diversidade da cultura brasileira.

Arquitetura

Hoje, além da continuação das atividades brasileiras no Trade Show e no domo Be Brasil, o professor de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Alexandre Kuroda, apresenta o painel From Mud Cracks to Buildings: Endemic Interstices, que aborda processos computacionais para a elaboração de modelos de arquitetura.

A apresentação discorreu sobre o uso de formações não lineares complexas organizadas por meio de ferramentas digitais de design, inspiradas nos padrões de rachaduras de várias formações de terra, e usadas para gerar estruturas de edifícios que possuem estabilidade estrutural, proteção solar e controle de fluxo de ar.