Aconteceu ontem, no CUBO Coworking, a segunda edição do Mobile Marketing Brasil, promovido pelo RankMyApp. O evento recebeu mais de 200 participantes e dezenas de painelistas e palestrantes, que debateram sobre mobile growth, aquisição de usuários, retargeting, utilização de deep linking e quais são as próximas tendências e o futuro do mobile no Brasil.

“Este é um tema muito relevante, mas ao mesmo tempo muito novo. Fico feliz em participar de uma iniciativa como esta”, diz Guilherme Junqueira, fundador da Gama Academy, ao abrir o primeiro painel do dia. O primeiro debate falou bastante sobre analytics: a importância de se olhar para como o usuário se comporta no seu app após o download e como ele chegou até o seu aplicativo.

No vídeo abaixo, Guilherme Junqueira  fala sobre a importância do mobile marketing e sobre o lançamento de uma nova formação para profissionais de marketing trabalharem exclusivamente com mobile.

Analytics

“A aquisição paga de usuários é muito interessante porque você tem na mão um mecanismo de resposta direta. Também é possível escalar e construir sua estratégia de negócios a partir de usuários pagos. Eu sempre recomendo muito para que vejam o que o pessoal de games está fazendo, tanto no uso de mídia quanto analytics”, diz Wellington Tamaki, do Google.

Juliana Assunção, do RankMyApp, falou sobre as formas de adquirir usuários a partir de ASO (app store optimization). “Está se tornando uma forma popular de adquirir usuários, porque acaba se tornando uma forma complementar da aquisição paga, tanto na Play Store quanto na App Store. A forma onde mais conseguimos pensar em estratégias na parte orgânica é pensando na página do app. A página precisa estar otimizada”, completa.

Anderson Kenji, da Movile, falou sobre as métricas que devem ser levadas em conta na hora de medir a performance de um app. “Não olhe apenas a métrica de custo de instalação. Nós fizemos uma análise e existe uma grande relação entre instalação, a retenção do Day1 e do Day30. O seu app pode ter o melhor custo de instalação possível, mas se a pessoa instalar simplesmente para ganhar um bônus e desinstalar no dia seguinte, é um dinheiro que você jogou fora”, explica.

Casos reais

“Quando eu comecei a minha startup, que a princípio era só um aplicativo, eu não tinha uma equipe de marketing. Era apenas eu e um computador. Então o meu grande desafio nesta fase, que eu acho que é um desafio para muitas startups, não foi pensar onde eu conseguiria uma equipe que soubesse fazer isso, mas onde eu mesmo poderia aprender”, destaca Gustavo Silva, fundador e CEO da NutriSoft.

“Primeiro você precisa aprender sobre marketing para aplicativos, que é completamente diferente do marketing tradicional, para depois você fazer a seleção. Neste momento, você tem um desafio que é o mercado recente e você acabou de aprender, então você não vai encontrar profissionais no mercado prontos para trabalhar com você. Normalmente você vai encontrar profissionais que tenham a capacidade de aprender o que você aprendeu, tão rápido quanto ou mais rápido que você”, explica.

Gustavo Silva, da Nutrisoft, fala sobre a importância, tanto para startups quanto para grandes empresas, de investirem em mobile marketing.

“A máxima de ‘contrate o caráter e desenvolva as competências’ é muito válida no nosso mercado. Um dos grandes desafios para se desenvolver uma equipe para trabalhar em volta de um app é crescer rápido. Por isso, não percam o propósito. Ao mesmo tempo, não deixe que a sua companhia, depois que já estiver lucrando, deixe de ser uma startup. É preciso ser leve, rápido e estar em constante transformação”, diz Clineu Junior, da AondeConvem.

Tendências

“Eu não conheço ninguém com menos de 50 anos que saiba 10 telefones de cabeça. Dirigir sem usar o Waze? Como? Comer nos seus principais restaurantes sem postar no Instagram? Pra quê? 3G, 4G, 5G, Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Realidade Aumentada… A maioria dos nossos comportamentos de hoje não existiam 10 anos atrás. Por isso, eu pergunto: qual é o futuro do mobile?” Assim, Rodrigo Castro, do RankMyApp, abre o último painel da noite.

Para Rodrigo Terron, da Unimove, muita coisa ainda está por vir nesse mercado, os apps irão se transformar, mas continuarão no mercado. Confira mais detalhes no vídeo abaixo.

Rafael Pires, da App2Invest, falou sobre como os investidores estão vendo o mercado mobile no Brasil. “O segmento que mais atrai investidores é aquele cujo core seja financeiro. O segundo é o que tenha alta tecnologia inovadora embarcada, por exemplo, Inteligência Artificial. O terceiro é o segmento da saúde. No contraponto, 40% dos criadores de apps hoje são focados em games, depois vêm os de educação. Quando você analisa os apps que mais faturam, o segmento de educação é um dos últimos”, avalia.

E afinal, os chatbots mexerão com o mercado de aplicativos no Brasil? Como o mercado está se preparando para estas possibilidades?

“No RankMyApp nós já temos coisas projetadas. A nossa tecnologia rankeia qualquer coisa que não for app também: vídeos no YouTube, páginas na internet etc. Ou seja, estamos preparados para qualquer coisa. Se o futuro for dos bots, estamos prontos para isso”, argumenta Rodrigo.

“Antes de termos esta mega revolução, acredito que algo que já vem acontecendo e acontecerá ainda mais é a diminuição do número de aplicativos que as pessoas mantêm nos seus telefones. No fim das contas, o aplicativo que vai continuar ali é aquele que se comunica com o usuário, que entende ele, que traz conveniência e relevância, independente do segmento”, finaliza André Bain, da Flowsense.

Leandro Scalise, CEO do RankMyApp, e Bruno Félix, CCO da empresa, fazem um balanço sobre tudo o que aconteceu no evento e falam sobre as próximas edições. Assista:

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